Volkswagen estabelece prazo para fim dos motores de combustão

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Por Auto Foco 05-12-2018 19:32

O Grupo Volkswagen prevê que a era dos carros com motores de combustão termine depois de o construtor alemão, o maior da indústria, lançar seus modelos, a gasolina e Diesel de próxima geração, a partir de 2026.

Os fabricantes tradicionais estão sob crescente pressão dos reguladores para reduzir as emissões de dióxido de carbono no combate às alterações climáticas, levando a Volkswagen e grande parte dos seus congéneres, a investir nos veículos elétricos.

"Os nossos técnicos estão a trabalhar na última plataforma para veículos que não são neutros em CO2", disse Michael Jost, chefe de estratégia de produto da Volkswagen, numa conferência do setor automóvel, em Wolfsburgo, na Alemanha, a cidade-sede do construtor. "Estamos a eliminar gradualmente os motores de combustão ao mínimo absoluto".

O Grupo VW prepara a sua primeira gama de veículos elétricos, incluindo o Porsche Taycan em 2019 e o modelo estreante da gama ID, o VW Neo, berlina compacta, cuja produção começará dentro de um ano. A VW planeia lançar versões totalmente ou parcialmente elétricas de mais de 300 automóveis, incluindo veículos pesados e motos até 2030.

A VW continuará a modificar a sua tecnologia de motores de combustão após a introdução da nova plataforma na próxima década. Depois de 2050, ainda pode haver alguns modelos a gasolina e Diesel em regiões onde a infraestrutura de carregamento é insuficiente, de acordo com Jost.

As questões relacionadas pela poluição pelo gasóleo nas cidades podem ser resolvidas com motores mais limpos, mas a ameaça muito maior a longo prazo são as emissões de CO2, que contribuem para o aquecimento global, disse o executivo da VW.

O fabricante alemão está "totalmente comprometido" com as metas delineadas no acordo climático de Paris, que prevê a aceleração do lançamento de veículos que reduzam ou eliminem as emissões nocivas, disse ainda Jost.

O abandono gradual dos motores de combustão marcará uma mudança radical para a Volkswagen, que se tornou o porta-estandarte da luta contra as emissões poluentes no setor automóvel depois de admitir a manipulação dos testes de emissões no escândalo denominado Dieselgate nos Estados Unidos, envolvendo 11 milhões de veículos em todo o mundo.

"Sim, temos uma responsabilidade clara nesta matéria", afirmou Jost, reforçando: "Nós cometemos erros".

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