Família responsabiliza Tesla por morte em excesso de velocidade

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Por Auto Foco 10-01-2019 16:18

Uma família, na Flórida, processou a Tesla por negligência, responsabilizando o fabricante pelo acidente com um Model S que provocou a morte do filho adolescente. Edgar Monserratt, de 18 anos, viajava no lugar do passageiro da frente do Tesla Model S conduzido por Barrett Riley, que também perdeu a vida no sinistro, ocorrido em Fort Lauderdale, no dia 8 de maio de 2018.

A peritagem concluiu que Riley perdeu o controlo do veículo quando seguia a uma velocidade de aproximadamente 190 km/h numa zona urbana. O carro saiu da estrada e colidiu num muro e num poste de iluminação, incendiando-se depois.

Embora o relatório das autoridades tudo aponte para um caso óbvio de responsabilidade do condutor, que era reincidente recente em excesso de velocidade – foi multado por conduzir a 180 km/h, no mês de março anterior -, os pais de Edgar Monserrat têm outra versão dos acontecimentos, do que alegadamente não terá impedido que o acidente ocorresse.

Explique-se: a família de Riley (o condutor) afirma que requereu à Tesla que instalasse um limitador de velocidade Model S (desconhece-se se o fez antes ou após a compra), que impediria que a berlina elétrica excedesse 85 milhas por hora (136 km/h). Todavia, de acordo com o que se refere na queixa apresentada à justiça, menos de um mês após a instalação do dispositivo, a viatura foi à revisão num concessionário da Tesla e durante o serviço o limitador foi supostamente "removido indevidamente", sem que o proprietário tenha sido informado.

Na mesma queixa alega-se que, se o limitador de velocidade lnão tivesse sido removido, "o veículo não teria ultrapassado os 136 km/h e Barret Riley não teria perdido o controlo da viatura", e o acidente não teria ocorrido, resultando na morte de Monserratt, cuja família pede uma indeminização de 15.000 dólares (13.000 €) à Tesla.

Em comunicado, a Tesla afirma que está “solidária com a dor das famílias afetadas por esta tragédia”, mas defende-se, referindo que “infelizmente nenhum automóvel poderia ter resistido a um acidente a alta velocidade como este”.

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