Seat Tarraco

Prestígio vai ligeiro

Apresentação

Por Ricardo Jorge Costa 09-02-2019 18:25

Seguindo-se ao Ateca e ao Arona, o Tarraco é o mais recente e o maior SUV da Seat, e o seu novo modelo de topo de gama, com mais de 4,7 metros de comprimento, lotação para sete lugares e o nível mais elevado de construção, motorizações e sofisticação tecnológica.

O automóvel que acaba de desapossar o monovolume Alhambra do cimo da hierarquia da marca espanhola, comparação devida à similitude das características de meio de transporte assumidamente familiar de ambos, sobressai a este pela superior modernidade, pelo melhor dinamismo na estrada e ainda pelas tecnologias de condução, conforto. Sem descurar o facto, não menos determinante na escolha do cliente atual, de ser SUV e ostentar o design da moda.

Mas não só por (tudo) isso, o Tarraco é um produto de mérito para a Seat, mas ainda pela suavidade, facilidade e ligeireza elogiáveis com que se deixa conduzir, que lhe confere o dom de transmitir a impressão de ser mais compacto e dinâmico do que os seus similares no segmento, sem ser necessariamente menos confortável. E o Tarraco, mais do que semelhantes na classe, tem modelos quase gémeos. Pelo menos, são-no na base técnica e nas motorizações, por via das sinergias do Grupo VW, o Skoda Kodiaq e o Volkswagen Tiguan Allspace, todos partilhando igualmente a característica de terem sete lugares.

Os materiais (a qualidade) que o Tarraco dispõe na construção do habitáculo (e o rigor da montagem e dos acabamentos) estão, todavia, mais próximos dos do Tiguan Allspace, num patamar apenas ligeiramente superior aos do Kodiaq.

Tal como estes, o habitáculo escalona-se em três filas de bancos, sendo que a segunda (de três lugares) divide-se em duas partes assimétricas (na proporção 60:40) e é deslizável longitudinalmente 16 cm através de uma calha para negociar o espaço com a fileira de trás. Acrescentam-se-lhe os encostos (para as costas) reguláveis em três diferentes níveis de inclinação.

Para aceder aos (dois) lugares mais recuados, basta puxar um manípulo no topo do encosto dos assentos na segunda fila e empurra-se o banco para a frente (sem obrigar a muita força). O espaço disponível na terceira fila é exíguo – aqui residindo a principal desvantagem para o Alhambra, que o tem mais amplo –, restringindo-os apenas ao transporte (recomendável) de crianças ou adultos de pequena estatura em viagens breves. A cota mais restritiva é a da altura livre ao teto, escassa para pessoas com mais de 170 cm.

De qualquer modo, através da referida gestão (delicada) de espaço com os ocupantes da fila intermédia (através da movimentação desta), atenua-se o comedimento para a colocação das pernas. Quando não são utilizados, os dois assentos à retaguarda podem ser rebatidos sob o piso da bagageira (de forma simples e rápida). Nesta configuração do habitáculo (cinco lugares), a bagageira dispõe de 700 litros de capacidade, reduzindo-se a 230 litros com a lotação do Tarraco esgotada. O acionamento da porta do compartimento de carga é elétrico, de série. O sistema multimédia do Tarraco é compatível com o Android Auto do Google, Car-Play e Mirrorlink da Apple. O monitor central tem ecrã tátil de 8’’ (dispõe de comando vocal ou, opcionalmente, por gestos). Também é de série o painel de instrumentos digital, de 12,25 polegadas.

A gama de motores é composta por unidades a gasolina e Diesel de 1,5 e 2 litros, com 150 e 190 cv (respetivamente e em ambos os combustíveis). Dependendo do motor, a caixa de velocidades pode ser manual ou automática (DSG, dupla embraiagem e sete relações) e tração dianteira ou total (4Drive). Em 2020, a Seat irá adicionar à gama uma variante híbrida plug-in, cuja potência máxima combinada será de 210 cv.

Os dois motores a gasolina destacam-se pelo funcionamento suave e refinado, enfatizando esta virtude (estruturalmente) intrínseca do próprio automóvel. Mesmo a versão de 150 cv cumpre os requisitos de automóvel para famílias numerosas, como pode ser o Tarraco, mantendo o consumo contido. Ao bloco mais potente não se encontram reparos, além do acréscimo nos custos – de combustível e de aquisição do veículo. No lado do Diesel, a escolha mais racional é o 2.0 TDI de 150 cv – à falta de uma cilindrada inferior –, preferindo- se o de 190 cv pelas performances mais atléticas. Quanto às transmissões, tudo a favor da DSG em detrimento da manual. E já agora, haverá mais que prescindirão de tração integral.

Todos os Tarraco têm, de série, programa de condução em modos selecionáveis (num comando redondo na consola entre os bancos) que permite escolher entre três desempenhos pré-definidos – Eco, Normal e Sport – e ainda um personalizável pelo condutor. Cada um deles modifica a assistência da direção, a sensibilidade do pedal do acelerador, o funcionamento mais ou menos rápido da caixa automática ou a dureza da suspensão (estes dois últimos elementos, se foram instalados). Além disso, as versões com tração nas quatro rodas têm dois outros programas chamados Snow e All Terrain, mais focados para uso fora do asfalto.

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