A Rolls-Royce já não é o que era

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Por Auto Foco 12-03-2019 17:03

Nem um fabricante de automóveis luxo conservador como a Rolls-Royce pode resistir aos ventos de mudança, e o melhor exemplo é o facto de empresa britânica ter lançado o seu primeiro SUV, o Cullinan, no ano passado.

Contudo, a adaptação aos tempos modernos para a Rolls-Royce é mais profunda do que a rendição à moda do mercado automóvel, a dos Sport Utility Vehicles. Outra rotura com o tradicionalismo afeta os clientes da marca, e são cada vez mais os proprietários de Rolls que conduzem os seus carros, em vez de deixarem o volante a um motorista como outrora a esmagadora maioria.

Essa mudança de hábitos é reconhecida (e até incentivado) pela própria empresa, através do seu presidente-executivo, Torsten Müller-Ötvös, em recentes declarações aos ‘media’ especializados. “Somos hoje uma marca que constrói automóveis para serem conduzidos.

Já fomos de carros conduzidos por motoristas, mas isso mudou completamente”, afirmou Müller-Ötvös.“Hoje, uma minoria dos modelos que comercializados são conduzidos por motoristas, com exceção, talvez, do Phantom na variante com distância entre eixos mais longa. Os demais são adquiridos por clientes que os conduzem”, acrescentou o CEO da Rolls Royce.

O fabricante de luxo inglês tem procurado ativamente nos últimos anos cativar maior número de consumidores mais jovens e tem sido bem-sucedida neste empreendimento, uma vez que a idade média dos seus clientes já baixou para pouco mais de 40 anos.

Estes novos proprietários conduzem geralmente modelos desportivos ‘Black Badge’, como o Wraith ou o Dawn de duas portas, ou até mesmo o Cullinan.

No entanto, Müller-Ötvös acredita que a expansão da base de clientes da empresa coincidiu com uma mudança nas preferências do consumidor-tipo. "As pessoas mais jovens estão mais predispostas a gastar o dinheiro que ganham em produtos de luxo, o que é ótimo".

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