Comportamento dos filhos prejudica atenção dos pais enquanto conduzem

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Por Auto Foco 12-04-2019 11:11

A Nissan realizou um inquérito junto de 5 mil condutores, que também são pais, que revelou que mais de seis em cada 10 pais na Europa (63%) admitem ter dificuldades em se concentrar na estrada devido ao mau comportamento dos seus filhos no interior do automóvel.

Ainda mais preocupante, é o facto de aproximadamente um em cada três adultos (29%) terem consciência de que estão menos seguros ao volante em consequência disso.

Os pais afirmam que a distração significa que tiraram os olhos da estrada e as mãos do volante. Estes afirmam também já ter ignorado sinais vermelhos, não ter utilizado os piscas, ter efetuado travagens bruscas ou mudado repentinamente de faixa de rodagem, bem como, imobilizado totalmente o automóvel.

Por estes motivos, os pais estão cada vez mais interessados em tecnologias no interior do automóvel, com vista a manter toda a família em segurança na estrada. A investigação evidenciou que a redução das distrações é uma das maiores preocupações dos pais aquando da escolha do automóvel a adquirir, com um em cada três (34%) a afirmar que considera procurar ativamente automóveis com tecnologias de assistência à condução. Podem-se tratar de sistemas automáticos de travagem de emergência, avisos de saída da faixa de rodagem e controlo da velocidade de cruzeiro adaptável.

As birras com choro e gritos encabeçam a lista de maus comportamentos das crianças (65%), seguindo-se as «batalhas» no banco traseiro entre irmãos ou amigos (58%), pontapés nas costas do banco do condutor (49%), abertura dos cintos de segurança (43%) e arremesso de brinquedos no habitáculo do automóvel (39%).

Como resultado, não é de surpreender que os pais se sintam frequentemente stressados e ansiosos quando viajam com os seus filhos no automóvel. Os pais admitem chegar ao destino atrasados ou de mau humor, ter discutido com o respetivo parceiro ou até mesmo ter experienciado situações de «raiva na estrada» envolvendo outros condutores.

Muitos revelam recorrer a medidas desesperadas para reduzir o perigo e a distração resultantes de conduzir com os seus filhos no automóvel: 15% dos adultos evitam completamente a utilização de autoestradas ou de estradas congestionadas quando os seus filhos estão presentes, ao passo que outros optam por distraí-los com tablets ou smartphones (37%), brinquedos (41%) ou música (53%), chegando mesmo a utilizar doces para os manter sossegados (22%).

Jean-Philippe Roux, Diretor-geral para a gama de Crossovers da Nissan Europa, afirmou: «Todos os pais sabem que as viagens em família não são propriamente simples. Os passageiros mais novos tendem a surpreender-nos quando nos tentamos concentrar na estrada, algo que se pode revelar stressante para o adulto ao volante».

«Conduzir em segurança e permanecer focado deverão ser sempre as principais prioridades do condutor, não havendo nada que as substitua. Contudo, saber que o seu automóvel está equipado com tecnologia capaz de prever e evitar situações potencialmente perigosas poderá ajudar a criar uma sensação de tranquilidade ao volante. Por sua vez, isto ajuda os condutores a permanecerem focados na estrada», acrescenta Jean-Phillipe.

O estudo realizado pela Nissan teve como objetivo promover ProPILOT, a tecnologia de assistência ao condutor da marca nipónica, que permite auxilia o condutor intervindo na direção, aceleração e travagem. Este sistema funciona numa única faixa em autoestrada e está otimizado quer para congestionamentos de trânsito a baixa velocidade como para viagens a velocidades mais elevadas.

Stress resultante de crianças no automóvel – os factos:

Os pais passam semanalmente, em média, 2 horas e 54 minutos no automóvel com as suas crianças, equivalendo a mais de 6 dias por ano;

Um em cada cinco pais (20%) afirmou que os seus filhos se comportavam pior quando se encontravam no automóvel, antes de se vestirem para a escola (11%), em idas ao supermercado (17%) ou na hora de ir dormir (12%);

As mães (67%) afirmam ter mais dificuldades de concentração resultantes do mau comportamento das crianças em comparação com os pais (57%);

É bastante mais provável que as mães abdiquem de conduzir devido ao comportamento dos seus filhos; 24% afirmou entregar as chaves a outra pessoa em comparação com 12% dos pais.

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