Motoristas de matérias perigosas desconvocam greve

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Por Auto Foco 17-05-2019 09:44

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), no seguimento de uma reunião com o Governo e com a associação patronal ANTRAM, desconvocou a greve marcada para o próximo dia 23 e anunciou «acordo histórico».

Pedro Pardal Henriques, vice-presidente da SNMMP, no final da reunião que decorreu no Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, fez algumas declarações à Lusa: «Conseguimos fechar um acordo histórico, tanto a nível financeiro como não financeiro, com grande reconhecimento da carreira profissional. Por essa razão, é desconvocada a greve que estava prevista para dia 23».

A reunião foi convocada a meio da tarde de quinta-feira e o encontro contou a presença do ministro, Pedro Nuno Santos, e com representantes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), com o acordo a ser alcançado já esta madrugada.

Pardal Henriques explicou ainda à Lusa que o acordo inclui as reivindicações ao nível da progressão salarial e a proibição da circulação de matérias perigosas aos domingos e feriados: «Há um acordo para a progressão salarial que começa em janeiro com uma remuneração base que começa em 1.400 euros por mês e inclui um prémio especial para os motoristas de matérias perigosas, sendo que se partia de 630 euros fixos e passa-se para 1.400 euros fixos divididos por várias rubricas».

O vice-presidente da SNMMP acrescentou ainda que «ficou decidida uma progressão anual em 2021 e 2022, que ronda os 100 euros/ano, acrescida de uma indexação ao aumento do salário mínimo nacional» e que a reivindicação em relação à redução da idade de reforma será negociada em breve com a ANTRAM, partidos e Governo.

«Conseguimos ainda um compromisso extremamente importante com o Governo de proibir a circulação de matérias perigosas aos domingos e feriados, o que acontece já na Europa, o que vai permitir que os motoristas possam descansar e estar com as famílias nesses dias, algo que não sabiam o que era há mais de 20 anos», acrescentou Pardal Henriques.

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