Híbrido ‘plug-in’ da Ferrari visto à lupa

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Por VM 22-06-2019 12:23

A marca de Maranello publicou vídeo que explica em detalhe o funcionamento do modelo híbrido que equipa o espetacular Ferrari SF90 Stradale, o primeiro com dispositivo ‘plug-in’ do fabricante e o único da gama a permitir condução em modo 100% elétrico.  

O mais potente de sempre

A Ferrari apresentou o SF90 Stradale, o seu desportivo de produção em série mais potente de sempre, com 1000 cv ‘retirados’ de uma motorização híbrida plug-in. Conhecido como Project 173, o SF90 Stradale partilha a sigla com carro de Fórmula 1 desta temporada e é o segundo de cinco novos Ferrari (o primeiro foi o F8 Tributo) até final do ano, representando “um marco na história da Ferrari” comentou Louis Camilieri, o presidente-executivo do fabricante de Maranello.

A Ferrari diz que o SF90 Stradale ganha 64 metros ao Ferrari LaFerrari numa volta ao circuito privado da marca, Fiorano.

A unidade de potência associa um V8 biturbo com 4,0 litros redesenhado, incluindo novas câmaras de combustão, admissão e escape, com cabeças mais estreitas e novo sistema de injeção a 350 bar, debitando 780 cv e 800 Nm às 6000 rpm.

A construção do motor visou que este tivesse um centro de gravidade baixo, com os turbos instalados em posição inferior, o volante-motor mais compacto e o sistema de escape em liga de metal conhecida como Iconel, mais leve.

Além do V8, o novo Ferrari tem três motores elétricos, dois à frente e o terceiro atrás, entre a caixa e o motor térmico, gerando um total de 220 cv. O SF90 Stradale tem tração integral. Os motores elétricos são alimentados por uma bateria de 7,9 kWh de iões de lítio, que permite 25 quilómetros de autonomia em modo zero emissões, a velocidade limitada a 135 km/h. A bateria pode ser recarregada via externa (o tempo de recarga não foi anunciado) ou usando o motor como gerador.

A caixa é automática de dupla embraiagem com oito velocidades, sendo mais leve e compacta que a anterior unidade de sete velocidades, sendo capaz de reduzir em 8% o consumo de combustível, segundo o protocolo WLTP.

O SF90 Stradale acelera dos 0-100 km/h em apenas 2,5 segundos, um recorde para a Ferrari, e 0-200 km/h em 6,7 segundos, atingindo velocidade máxima superior a 340 km/h. O SF90 Stradale imobiliza-se em tão-só 29,5 metros travando-o a fundo a 100 km/h.

O botão que seleciona os modos de condução deixa de se chamar Manettino para passar a eManettino, controlando quatro modos diferentes. O eDrive mantém o motor desligado enquanto a bateria tiver carga, ao passo que o Hybrid é o modo escolhido de base, equilibrando a utilização de ambas as motorizações. Depois há o modo Performance, que mantém o motor a funcionar para que a bateria tenha sempre carga. Finalmente, o modo Qualify, oferecer o máximo dos motores elétricos e do bloco térmico, durante um determinado período de tempo, para oferecer toda a performance existente.

O chassis do SF90 Stradale é totalmente novo é o primeiro da Ferrari a combinar alumínio e fibra de carbono. A plataforma pesa menos 15 kg que o LaFerrari, contribuindo para um peso total de 1570 kg, e para a melhor relação peso potência do mercado com 1,57 kg/cv. Além disso, o desportivo tem uma rigidez torsional superior em 40% face a anteriores.

O SF90 Stradale tem um diferencial autoblocante elétrico (eSSC) com controlo de tração que distribui a potência do motor térmico e dos motores elétricos a cada uma das rodas individualmente. O sistema de travagem é do tipo ‘brake by wire’, dividindo a força de travagem entre o sistema elétrico e o motor térmico. O carro também tem vectorização de binário.

O SF90 Stradale tem duas versões: normal e o pacote Asseto Fiorano, para superior eficácia em pista, incluindo um spoiler traseiro de maiores dimensões, o ‘cockpit’ reduzido ao mínimo indispensável e com recurso mais extensivo à fibra de carbono. Desde logo, peso em 30 kg. Por fim, pneus Michelin Cup 2 substituem os Pirelli P Zero da versão de base.

O Ferrari SF90 Stradale gera 390 kg de força descendente a 250 km/h, mais 30 kg do que o LaFerrari. Na traseira, o carro tem um ‘cut-off Gurney’, uma peça móvel do spoiler traseiro que submetida a elevadas forças descendentes, baixa para criar um perfil diferente, aumentando a velocidade. Um sistema de ‘vortex’ e dois difusores dianteiros, reencaminham o ar da frente para trás de forma ideal.

O interior foi construído ‘a partir de uma folha em branco’. O sistema de infoentretenimento dispõe de ecrã de 16 polegadas curvo. No volante controlam-se 80% das funções do carro e pela primeira vez um Ferrari está equipado com ‘head up display’.

Os primeiros carros serão entregues no primeiro trimestre de 2020, com todos os clientes a receberem o seu SF90 Stradale até ao verão do próximo

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