'Manual de sobrevivência' à crise dos combustíveis

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Por Auto Foco 07-08-2019 19:48

A greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias está convocada para 12 de agosto, por tempo indeterminado – e, sem um entendimento com o Governo à vista, a intenção de greve mantém-se. Além das óbvias limitações que se vão fazer sentir nas deslocações dos portugueses, a paralisação afetará também o acesso a serviços (como farmácias ou supermercados).

Para minimizar as consequências da greve, a Deco (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor) elaborou um “manual de sobrevivência” para melhor enfrentar a previsível falta de gasolina e gasóleo.

Atestar o depósito antes

Atestar o depósito pelo menos dois ou três dias antes do início da greve. “Utilize-o apenas para as deslocações indispensáveis e procure fazer uma condução eficiente, para gastar menos combustível”, lê-se no site. As viagens mais longas podem ser planeadas com recurso a GPS para prever o gasto de combustível. Caso seja declarada uma crise energética no sector dos combustíveis, será afixada em local visível de todos os postos de abastecimento do continente uma lista atualizada dos postos de abastecimento funcionais, pertencentes à Rede Estratégica de Postos de Abastecimento – também disponível online.

Armazenamento

A Deco desaconselha a utilização de jerricãs – pequenos contentores portáteis para transporte de gasolina – para enfrentar a greve dos combustíveis. É proibido armazenar combustíveis líquidos nas arrecadações ou habitações devido ao risco de libertação de vapores e inflamação. “Quem não respeitar as regras pode ser punido com coima de 275 € a 2750 €, no caso de pessoa singular, ou até 27.500 €, no caso de pessoa coletiva, sem prejuízo de responsabilidade civil e criminal. Além disso, em caso de incumprimento das normas de segurança contra incêndio, a seguradora pode recusar qualquer pagamento”, esclarece a associação.

Transportes alternativos

Outra das recomendações da Deco é dar preferência à utilização de transportes públicos e partilhados, já que existe uma menor probabilidade de serem afetados (porque deverão estar salvaguardados pelos serviços mínimos). Uma das alternativas é utilizar viagens partilhadas através de plataformas online de partilha de boleias, que põem os condutores e passageiros em contacto, para que possam viajar para o mesmo destino e dividir as despesas. Há ainda a possibilidade de utilizar carros e scooters elétricas nas cidades em que estejam disponíveis, assim como redes partilhadas de bicicletas e trotinetes.

Trabalhar em casa

Para quem não está de férias nem de folgas durante o período da greve (que se sabe que começará a 12 de Agosto mas não se sabe quando terminará), a recomendação da Deco é tentar negociar com a entidade patronal para poder trabalhar a partir de casa, se a atividade profissional puder ser exercida à distância. A empresa não é obrigada a aceitar como justificadas as faltas ao trabalho por causa da paralisação.

No que à saúde diz respeito, os serviços mínimos garantem o transporte em casos de emergência. Para consultas já marcadas, pode-se optar por desmarcar e tentar marcar para outra data; quanto a medicamentos, convém ter uma embalagem a mais da medicação que toma, sobretudo se estiver para acabar perto da data da greve.

Abastecer o frigorífico e a despensa

Para não gastar combustível em viagens extra, a Deco recomenda aos consumidores que tentem fazer compras para a casa antes da greve, abastecendo o frigorífico e a despensa com produtos com duração mais alargada. No caso de comprar alimentos mais perecíveis – fruta ou legumes –, convém que sejam consumidos em primeiro lugar. Pode também comprar carne e legumes em maior quantidade para os congelar.

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