Menos pneus Pirelli no Mundial de 2020

Fórmula 1

Por José Caetano 17-05-2020 15:53

 

A Pirelli planeia limitar o número de compostos de pneus disponíveis para cada Grande Prémio, assim reduzindo a possibilidade de seleção das equipas. A medida contempla a temporada-2020 do Mundial de Fórmula 1, com arranque programado para 5 de julho, no Red Bull Ring, em Spielberg, na Áustria, depois do cancelamento e da suspensão das primeiras 10 corridas do campeonato, devido à pandemia da COVID-19.

 

A decisão da Pirelli, fornecedor exclusivo da Fórmula 1, compreende-se facilmente… Os italianos também estão confrontados com problemas financeiros e perderam cerca de 1800 pneumáticos que estavam montados nas jantes, após o cancelamento do Grande Prémio da Austrália, no Albert Park de Melbourne, a 15 de março, decidido apenas na véspera do início dos treinos livres. Depois de instalados, os equipamentos não podem utilizar-se outra vez. Posteriormente, o fabricante italiano utilizou-os como combustível numa cimenteira.

 

O fabricante italiano prepara a retomar a produção de pneus para a Fórmula 1, mas fá-lo-á apenas depois de confirmado o calendário novo do Mundial de 2020, que continua coberto por manto de segredo. «Se a primeira parte do campeonato decorrer na Europa e, depois, tivermos de deslocar-nos para a Ásia e a América, como tudo acontecerá num espaço de tempo muito reduzido, confrontar-nos-emos com problemas de produção. O que antecipamos é a necessidade de fazermos cerca de 35.000 pneus em dois meses e não durante o período de um ano, como aconteceu o ano passado», disse Mario Isola, diretor da Pirelli F1.

 

Habitualmente, para cada Grande Prémio, a Pirelli produz três dos cinco compostos que tem num catálogo com 13 alternativas (seleção de pneus macios, médios e duros soma- se aos dois equipamentos para pisos molhados: intermédios e chuva), recebendo todas as encomendas das equipas cerca de duas semanas antes das corridas fora da Europa. O prazo é reduzido para uma semana, no caso das etapas do campeonato realizadas no Velho Continente. Esta fórmula permite a adoção de táticas diferenciadas.

 

Atualmente, decorrem negociações entre a Pirelli e as equipas para encontrar processo que simplifique o processo de produção, facto que pressupõe diminuição do número de compostos. «Precisamos de flexibilidade. O interesse maior, o início do campeonato, é comum», concluiu. Mario Isola também relembrou que estas limitações podem obrigar a alterações nos regulamentos, mas a empresa tem o apoio da Federação Internacional do Automóvel (FIA). E, recentemente, o Conselho Mundial do organismo, adaptando-se às exigências dos tempos que vivemos, colocou de lado a exigência de unanimidade em todas as decisões e adotou o voto eletrónico para reagir à exigência de mudança rápida nas regras.

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