Renault prepara ‘abandono’ de Espace, Scénic e Talisman

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Por Auto Foco 17-05-2020 16:40

 

A Renault prepara resposta ao impacto (tremendo!) da pandemia da COVID-19. Entre as medidas inscritas no plano de emergência da empresa com diretor novo a partir de julho (o ex-Seat Luca de Meo), ponto final na produção de automóveis como o Espace ou o Scénic!

 

De acordo com fontes do construtor, a Renault pretende abandonar os formatos que perderam popularidade no mercado europeu, como os monovolumes ou as berlinas, para concentrar-se na produção de mais ‘crossovers’ e Sport Utility Vehicles (SUV). O plano também ‘mata’ o topo de gama Talisman.

 

Atualmente, a gama do consórcio, contando com Alpine, Dacia, Lada e Samsung, tem quase meia centena de automóveis, número considerado excessivo pelo fabricante… Há cerca de seis anos, a concorrente francesa da Renault, a PSA, adotou expediente do mesmo tipo, anunciando redução significativa no número de modelos no catálogo, de 45 para 26, com o objetivo de poupar mais de 300 milhões de euros por ano.

 

O Espace introduziu o formato monovolume no mercado europeu em 1984. A Renault, em cinco gerações do modelo, vendeu mais de 1,3 milhões de unidades, mas a procura diminuiu de forma significativa a partir de 2015, devido ao sucesso comercial dos SUV. E aconteceu o mesmo com o Scénic, que democratizou a arquitetura no segmento dos compactos.

 

O ano passado, de acordo com a consultora JATO Dynamics, venderam-se tão-somente 77.507 Scénic na Europa, número que representou uma redução de 16% na procura, na comparação com 2018. Os resultados do Espace e do Talisman foram ainda piores. Nos dois casos, quebras de 20% na procura, para 9561 e 15.826 unidades, respetivamente.

 

Para a sucessão do Espace e do Scénic, a Renault planeia geração nova do Kadjar, SUV com 5 ou 7 lugares que fabricará em Espanha. Atualmente, os modelos são produzidos em Douai, França, unidade que também assegura a montagem do Talisman. No futuro, nesta infraestrutura industrial, produzirá dois automóveis elétricos novos baseados em plataforma específica desenvolvida em colaboração com a parceira de Aliança (Nissan).

 

Em 2019, na ‘ressaca’ do escândalo na origem da saída de Carlos Ghosn da liderança da Aliança Renault Nissan, o consórcio registou os primeiros prejuízos em 10 anos. A pandemia da COVID-19 aumentou as fragilidades de companhia onde Paris mantém participação acionista de 15%. Fala-se em apoio estatal de 4 a 5 mil milhões de euros, necessário para enfrentar as consequências da ‘travagem’ na produção e nas vendas.

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