COVID-19 pára produção e vendas de automóveis

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Por Auto Foco 19-05-2020 23:22

 

A ACEA, organismo que representa os fabricantes de automóveis na Europa, revelou os números finais das matrículas de carros novos na região em abril. Sem surpresa, com o mercado e a produção parados no Velho Continente, devido às medidas de combate à COVID-19, resultados negativos históricos, com redução de 78% nas vendas, no frente a frente com o mesmo período do ano passado, de 1.345.141 unidades para 292.182… Não existem registos de resultados piores!

 

Os números incluem os 27 estados-membros da União Europeia (EU), o Reino Unido e, ainda, os países integrados na região de comércio livre EFTA (Islândia, Noruega, Suíça). Por isso abril de 2020 entra para a história como o mês mais negativo do setor desde o início da publicação mensal dos relatórios da ACEA, em 1990. Em março, os resultados também foram negativos, mas a desaceleração não excedeu os 52%...

 

Nos cinco mercados mais importantes da ACEA, reduções de 97,6% em Itália, 97,3% no Reino Unido, 96,5% em Espanha, 88,8% em França e 61,1% na Alemanha. Em Portugal, recordamo-lo, a quebra nas matrículas de ligeiras de passageiros novos foi de 87%. Por consórcios, Fiat Chrysler Automobiles (FCA) no topo da tabela, com ‘travagem’ de 88%! Também na comparação com o período homólogo do ano passado, a PSA perdeu 82%, a Renault 80% e o Grupo VW 75%.  A crise sanitária também atingiu os fabricantes não europeus: -81% na Ford, -86% na Nissan, -81% na Hyundai, -79% na Toyota ou -78% na Kia.

 

Espera-se maio muito menos negativo do que abril, considerando o alívio nas medidas que impuseram o encerramento das portas dos concessionários, a paragem nas linhas de montagem fábricas e a restrição à liberdade de movimento dos cidadãos europeus, tudo com o objetivo de controlar a pandemia, mas teme-se a reação de consumidores confrontados com crise económica sem precedentes e os perigos do aparecimento de segunda vaga de contágio.

 

No acumulado do ano, depois de março e abril horríveis, quebra de 39,9% nos registos de automóveis novos durante o primeiro quadrimestre, comparativamente ao período homólogo de 2019, de 5.006.522 unidades para 3.008,426.

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