Às vezes é preciso mudar algo para que tudo possa ficar na mesma. Ou seja, no caso da atual geração do Classe C lançada em 2014, a marca de Estugarda procedeu a inúmeras alterações para que o êxito da gama não seja interrompido. Aliás, o sucesso comercial alcançado até agora confirma esse pressuposto, uma vez que o Classe C é o automóvel mais vendido da Mercedes-Benz nos últimos 10 anos, em 124 países, com a China no primeiro lugar do pódio, logo seguida pelos EUA e pela Alemanha.
A fábrica de Bremen (na Alemanha) é a principal unidade de produção, mas o modelo também é fabricado na África do Sul (East London), em Tuscaloosa (EUA) e em Pequim (China).
E se os melhoramentos mais visíveis dizem agora respeito à imagem exterior, com vários detalhes modificados, desde para-choques, grelha dianteira (consoante a linha) e grupos óticos, neste último caso com a possibilidade de luzes High Performance LED ou Multibeam LED (opção), a revisão também abrange vários equipamentos e os interiores. O lift é proposto em todas as carroçarias, desde a variante carrinha (Station) até à versão de 4 portas, além do Coupé e do Cabrio, numa revisão que é transversal e que contempla alguns sistemas comuns ao Classe E e ao S, nomeadamente ao nível das modernas ajudas eletrónicas à condução (Distronic, controlo ativo de distância, conjugado com o da direção, por exemplo) e no domínio do infotainment, agora com cockpit digital (display de 12,3’’ à frente do condutor) e monitor central de maiores dimensões (de 7’’a 10,25’’) com controlo touch (como um smartphone) a partir de teclas no volante, exatamente como sucede no Classe E.
Há, ainda, mais hipóteses de personalização, além doutros forros e tipos de revestimentos, consoante os níveis de equipamento propostos (Base, Exclusive, Avantgarde e AMG), a par doutra linha de jantes e de cores exteriores. Como é óbvio, os modelos AMG têm atmosfera interna mais desportiva.
No portefólio de motores há novidades importantes, como que a definir que o atual ciclo da gama Classe C se encontra num verdadeiro período de transição, até porque o contexto da revisão foi levada à letra em mais de 6500 peças. Além da estreia do bloco Diesel 220 d de 194 cv (que transita do Classe E), o modelo contará também com a nova variante da família OM 654 de 4 cilindros de 1,6 litros, aplicável nas versões C 180 d (adeus... Renault!) de 122 cv (caixa automática 9G-Tronic) e no C 200 d de 150 cv (9G-Tronic) e 160 cv (neste caso com transmissão manual de 6 velocidades).
Tivémos oportunidade de conduzir a variante de 122 cv do novo C 180 d e as impressões são positivas, embora a acústica Diesel até pudesse ser inferior, algo que nem sempre é disfarçado pela resposta da caixa 9G-Tronic, num conjunto que obtém consumos baixos.
Antes disso, há apreciação meritória para a dinâmica e condução da versão C 300 d Station (de 245 cv), quer ao nível do conforto em estrada (suspensão pneumática oblige), quer no desempenho da mecânica. Suave e bem rápida!