O aumento da distância entre eixos em 5,4 cm e os acréscimos de 8,1 cm do comprimento e de 3,7 cm da largura da carroçaria, em contraposição à ligeira diminuição de 2,54 mm da altura desta, enfatizam o formato de coupé do BMW X4, modelo a que o fabricante alemão, por altura do lançamento da primeira geração e pioneira do seu segmento, em 2014, atribuiu a denominação SAC (de Sports Activity Coupe) e não a convencional SUV. Repetia-a, depois de a estrear no X6, e mais recentemente no mais compacto X2.
O conceito de automóvel pressuposto pela silhueta destes três modelos surge, na segunda geração do X4, alinhado com a pretensão da BMW de reforçar precisamente as características desportivas deste SAC, da estética ao comportamento dinâmico conferido pela otimização do acerto de chassis/suspensões e das prestações dos motores, estas últimas extremadas na versão Diesel mais potente da gama, xDrive M40d, com poderoso bloco de 6 cilindros a debitar 326 cv, que conduzimos em Spartanburg, na Corolina do Sul, Estados Unidos, nas estradas florestais dos arredores da fábrica onde toda a família X da marca alemã é produzida em exclusivo para todo o mundo.
A pujante mecânica a gasóleo sobrealimentada, que projeta o X4 de zero a 100 km/h em menos de 5 segundos (4,9) e até à velocidade máxima limitada pela eletrónica a 250 km/h, garantindo-lhe rápidas e elásticas recuperações a cada pressão forte no acelerador, é uma de sete da gama do SAC, entre mais três congéneres alimentadas com o mesmo tipo de combustível e o mesmo número a gasolina. Em comum a todas motorizações, a caixa automática de oito velocidades Steptronic, com conversor de binário, cuja exclusividade reflete o reconhecimento dos bons préstimos à performance dos propulsores e ao agrado geral da condução. Ao automatismo da transmissão acrescenta-se, igualmente em todas as versões do X4, a integralidade da tração, assegurada por não menos meritório sistema de quatro rodas motrizes xDrive.
Nos States, como referimos, o eleito foi o porta-estandarte Diesel X4 xDrive M40d, um poço de energia que contribui para um desempenho que pode ser desportivo – correspondendo às pretensões propaladas pela BMW para o seu renovado SAC -, e compatibilizando-o com consumo que pode ser comedido, até ao limiar dos 9 litros/100 km de média em ciclo misto, bastando moderar o ímpeto na condução.
O musculado seis cilindros Diesel pede meças ao aprimoramento, anunciado pela BMW, do equilíbrio, da rigidez, da leveza estrutural e da aerodinâmica do novo X4, cujo chassis confere-lhe aumento notável na agilidade, combinado com um apreciável nível de conforto. Além do centro de gravidade ser inferior ao do X3, a especificação de série do chassis integra a suspensão M Sport e o controlo de tração Performance Control, ambos com forte pendor ofensivo, e ainda na mesma toada, a direção desportiva variável. Os travões M Sport e a suspensão adaptativa com amortecedores controlados eletronicamente estão disponíveis em opção. As versões BMW M Performance vêm equipadas, de série, com jantes de liga leve de 20 polegadas, travões M Sport específicos e diferencial M Sport.
A todas estas evoluções qualitativas soma-se a que proporciona a mistura de materiais ultraleves para a economia substancial de peso, não apenas do chassis, também da restante estrutura, incluindo a carroçaria e outros componentes. A dieta torna o novo X4 até 50 kg mais leve do que seu antecessor (segundo as motorizações e níveis de equipamento). E por fim, ainda o apuro da aerodinâmica, de que resulta novo coeficiente (Cd) de referência no segmento de 0,30.
O interior do novo X4 foi cirurgicamente modernizado. Ou seja, com precisão e proveito, emanando a tradicional a qualidade de construção, requinte e imagem premium, de dinamismo e tecnologicamente sofisticada, da BMW. Correta ergonomia na configuração comum aos SUV do construtor de Munique: posição de condução (só) levemente elevada, bancos desportivos (redesenhados) e com bons apoios. No mais, mantém o comando operativo rotativo iDrive e o monitor central cimeiro ao tablier, disponível numa versão de 10,25’’ com controlo tátil.