O novo Skoda chegará ao mercado nacional em abril deste ano, com posicionamento acima do Fabia e abaixo do Octavia, preenchendo a vaga que existe numa categoria tão importante como é a do VW Golf, Renault Mégane, Ford Focus ou Peugeot 308, entre outros.
A plataforma adotada é a MQB A0 do Grupo VW, comum à dos Seat Ibiza e VW Polo, algo inédito na Skoda, embora com distância entre eixos esticada (2,649 m), enquanto as restantes medidas são parecidas às dos modelos suprareferidos: 4,362 m no comprimento (12 cm acima do Golf), 1,793 m na largura e 1,471 m na altura. Por isso, é normal que o interior seja amplo, como observámos durante a apresentação mundial em Telavive, Israel, destino pouco habitual para estes eventos, mas que se justifica pela forte presença da marca no território (8% de quota de mercado). A ideia de ligação à imagem cosmopolita e high-tech da cidade do Médio-Oriente é outro dos motivos. Shalom Tel Aviv! Ali tão perto fica ainda Jerusalém (a 45 minutos/1 hora de carro), local onde a narrativa judaica, cristã e muçulmana fala para todo o Mundo, apesar do difícil entendimento.
Mais fácil é o discurso dos responsáveis da Skoda, incluindo o do próprio CEO Bernhard Maier, cujo otimismo parece não ter escala para anunciar o provável êxito do... Scala, como se se tratasse de uma verdadeira joia do construtor de Mladá Bodeslav, e isto numa espécie de analogia à principal atividade de Israel, nada menos do que os diamantes. Percebe-se que a tarefa do automóvel da Skoda não é lisonjeira tendo em conta a oposição, mas o design transferido do anterior concept Vision RS parece ter sido bem sucedido. Se a frente é comum a outros Skoda, já a traseira é bastante original, a sugerir um formato tipo coupé e com a parte em vidro do óculo em contraste (a preto).
Depois, pela primeira vez na Europa, o nome da marca está escrito ao longo do portão traseiro, em maiúsculas e na transversal, por cima da matrícula. Outro apontamento exclusivo é a tecnologia LED das óticas (Full-LED é opção) com piscas de funcionamento dinâmico (corrido), enquanto a aerodinâmica foi otimizada (Cx de 0,29) e foram aplicação jantes de 18’’.
É ponto assente que a imagem exterior relança outra perceção do estilo da Skoda, mas isso também acontece no habitáculo através do recurso a outros forros, tecidos e materiais, além de iluminação ambiente a dois tons, a branco ou a vermelho. Destaque ainda para o avanço ao nível dos sistemas de navegação, de conetividade e de infotainment, onde se inclui o painel digital Virtual Cockpit (10,25’’) à frente do condutor e o monitor tátil (de 6,5’’ a 8’’ normais até ao máximo de 9,2’’) que está colocado no tablier. Também há várias tecnologias de ajuda à condução, incluindo Front Assist (aviso de colisão frontal, por radar), Lane Assist e Side Assist (mudança de faixa e ângulo morto), Rear Traffic Alert (alerta de tráfego à retaguarda), Park Assist (estacionamento automático) e cruise-control ativo, além de nove airbags.
Nos lugares atrás, a distância até aos encostos da frente é ampla, mesmo que o túnel central seja largo e alto (nada aconselhável para três passageiros), sendo possível dizer que o acesso à zona da bagageira é prático (com abertura/fecho elétrico opcional). A volumetria normal da mala é de 467 litros e pode chegar aos 1401 litros com os bancos traseiros rebatidos (60:40), valores acima de quase todos os concorrentes.
Em certos locais há superfícies e revestimentos mais ásperos, mas de uma maneira geral a qualidade é a expectável para a categoria e a montagem não exibe falhas. Essa perceção estende-se ao forro dos bancos (microfibra Suedia), teto e painéis das portas, neste último caso sobressaindo o friso que pode ter luz branca ou vermelha. Os acabamentos sugerem confiança e a atmosfera é quase semelhante à da dos novos Karoq e Kodiaq, partilhando com estes SUV a denominada filosofia Simply Clever, ou seja, com vários locais funcionais para pequenas arrumações e alguns gadgets práticos.
A gama de motorizações também não é nada complicada (Euro 6d-TEMP), sendo possível destacar o 1.0 TSI a gasolina (3 cilindros) de 95 cv (5 velocidades, manual) ou de 115 cv (caixa manual de 6 relações ou automática DSG), além da unidade 1.5 TSI (4 cilindros) com 150 cv e caixa manual de 6 velocidades ou DSG de 7. A única proposta Diesel é a do 1.6 TDI de 115 cv com caixa manual (6 relações) ou DSG (7 velocidades). Mais tarde surgirá ainda a mecânica 1.0 G-TEC de 90 cv a gás natural.
Outra novidade é possibilidade da inclusão do Drive Select Mode (modos Normal, Sport, Eco e Individual), afetando a direção, motor e transmissão, além do chassis Sport com suspensão rebaixada (15 mm) e amortecimento variável. Quanto aos preços, ainda não há qualquer escala definida, embora seja possível antever valores abaixo da gama… Golf. Pois.