Motor 2.0 TDI de 150 cv e caixa manual em nível base de equipamento, a versão menos potente e mais económica da gama Diesel do Audi A5 Sportback, não afetam as credenciais dinâmicas ou muito menos a imagem e o prestígio da berlina de cinco portas em formato de coupé.
A versão com motor Diesel de quatro cilindros 2.0 de 150 cv, caixa manual de seis velocidades e tração dianteira do Audi A5 Sportback provou ser um competente acesso à berlina de cinco portas, cuja gama a gasóleo em Portugal inclui, ainda, variante de 190 cv do mesmo 2 litros e 3.0 de seis cilindros, transmissões automáticas de dois tipos (com dupla embraiagem ou de conversor de binário) e sistema de tração integral quattro.
Abaixo da fasquia dos 50.000 €
Com este conjunto motopropulsor (motor-caixa) mais básico e no nível de equipamento também mais simples (Base) permite-se que o preço do automóvel fique abaixo da fasquia dos 50.000 euros, consistindo na relação mais vantajosa entre custo e benefício da gama A5 Sportback. Assume-se esta consideração não apenas pela rentabilidade do compromisso, mas valorizando as virtualidades do motor 2.0 TDI de 150 cv, que compatibiliza boas performances e eficiência no consumo, e ainda a sua harmonia com a referida caixa manual, corretamente escalonada.
Embora desprovido do “boost” de 40 cv e 80 Nm adicionais da versão mais potente, o 2.0 TDI com o rendimento mais modesto tem vitalidade desde baixo regime (1500 rpm), mantendo-a até já depois das 3000 rpm (faixa em que são debitados 320 Nm de binário máximo). Quaisquer solicitações de energia extra para acelerar mais rapidamente o veículo poderão ser satisfeitas através do recurso prático e sem desconforto à precisa e suave caixa de 6 velocidades.
Prestações boas, mas consumo... impressiona
A ligeireza mais do que suficiente para garantir prestações lestas e condução agradável ao A5 Sportback está refletida nas medições de acelerações e retomas (neste teste), com os clássicos 0-100 km/h em 8,7 segundos e as recuperações a aferirem da consistência do rendimento da mecânica: no regime mais baixo do motor e na relação mais alta da caixa (80-120 km/h em 6.ª), a mais morosa, cumpre-se em razoáveis 13,1 segundos.
Mais impressionante do que as performances do 2.0 TDI de 150 cv é o seu consumo, que em condições reais de utilização do veículo (neste teste) oscilou entre 5 e 6 litros/100 km, sendo que está muito próxima do número inferior, com tão-só 5,1 l/100 km médios, o que é elogiável para o segmento do A5 Sportback. Em opção sem custos, o veículo poderá dispor de depósito de combustível com mais 14 litros (54 litros) que permite estender a autonomia de 784 km para 1059 km, fazendo contas pela supracitada média registada neste teste.
Compromisso entre conforto e dinamismo
Sem espanto, esta motorização não é a que mais permite ao A5 Sportback exprimir as qualidades do chassis (baseado na plataforma modular MLB do Grupo VW), que são ótimas pela rigidez torsional (extensível à carroçaria), equilíbrio estrutural e suspensões incorporadas. Estas últimas, na segunda geração deste modelo, têm esquema modificado, com geometria de cinco braços à frente e atrás, neste último caso com a substituição dos braços trapezoidais da anterior geração e o recurso a materiais mais leves.
O resultado é uma notável capacidade de aliar comportamento eficaz e conforto, a adaptação a quaisquer condições do piso, confortável sobre asfaltos irregulares e sem prejudicar a estabilidade quando a velocidade aumenta. A berlina releva agilidade e reage com fidelidade às instruções do condutor, também como consequência da aplicação de um novo sistema de direção que adapta a sua resposta à velocidade do veículo.
Sem luxos, mas bem apreciado
Mesmo desprovido dos equipamentos e luxos adquiríveis da extensa lista de opcionais, a custo condizente, o automóvel não sai depreciado. Pelo contrário, fica a saber-se que, logo no nível mais baixo, o habitáculo mostra-se muito bem construído e com materiais de superior qualidade, e dotados dos equipamentos exigíveis neste segmento, embora não dispense o mais requintado revestimento dos estofos a couro (2120 €).
O interior é confortável e tem um design ergonómico e envolvente, e uma solidez de montagem e insonorização que antecipa resistência ao desgaste do tempo e da utilização e filtra com eficácia quaisquer vibrações provenientes do motor Diesel.