O interesse pelos pequenos SUV/crossover não abranda e a Fiat está bem posicionada na categoria com o 500X, modelo que assume parecenças com o icónico 500 numa espécie de formato em ponto grande. Crescei e multiplicai-vos, eis o lema provável da marca de Turim.
Apesar de não ter sido modificado o som rétro dos piscas (demasiado metálico, algo que agradará a alguns condutores e talvez possa irritar outros!), a versão Cross Look em teste é um bocadinho especial, entendendo-se esse desígnio na própria imagem exterior, através da aplicação de vários cromados (na moldura dos faróis traseiros, puxadores das portas/mala e no friso dianteiro), assim como pelos para-choques e/ou proteções Cross de contraste (cinzento Antracite, à frente e atrás), a projetar um estilo mais próximo de alguns modelos TT.
A revisão também abrange o desenho dos para-choques (comum a toda a gama), a que se junta agora a possibilidade de optar pelas óticas com tecnologia Full-LED (por 600 € nesta versão), as quais geram outra assinatura visual, além de reforçarem a segurança na estrada. Nesse domínio, aliás, há ainda outros reforços a ter em conta, tais como o aviso de mudança de faixa de rodagem (com intervenção da direção, mas nem sempre com a maior cordialidade) e o reconhecimento dos sinais de trânsito, a piscar no ecrã de instrumentação sempre que se ultrapassam os limites, a que se junta também o aviso de aproximação a veículo da frente (radar) e o sistema de travagem automática a baixa velocidade, este proposto por 300 €. Outra assistência extra é dada pelo alerta de ângulo morto, que faz parte do pack Safety Genius (500 €), não incluído na unidade testada, embora esta até esteja bem equipada de série, cruzando alguns elementos específicos da linha Cross Look (inclui jantes em liga leve de 17’’ e pneus 215/55 Continental ContiEcoContact5) com outro tipo de equipamentos, tais como sensores de parque atrás, volante em pele, ar condicionado automático, câmara à retaguarda e cruise-control.
Sob o ponto de vista estrutural, este 500X recorre a alguns componentes do Jeep Renegade, sendo bastante eficaz na dinâmica (inclusive a travar!), embora a condução não entusiasme. Isso também acontece por culpa das prestações modestas do bloco turbodiesel 1.3 Multijet (95 cv, agora WLTP), embora os resultados não sejam arreliadores, tendo como vantagem o baixo consumo, quase sempre à volta de 5 litros por cada 100 km. Nada mau, ao peso e ao tamanho familiar deste Fiat...500!
Acima das 1500 rpm, o motor exibe resposta enérgica e progride facilmente, mas neste caso não existe sequer a possibilidade de recorrer ao modo Sport (patente noutros 500X) capaz de provocar outro ímpeto. É ainda possível notar-se o maior peso da direção, a par do diâmetro de viragem mais longo do que é usual (11,5 metros), mesmo que as manobras não sejam difíceis. Se às ordens dadas pela direção as trajetórias podiam ser mais exatas, já o fraco adornar da carroçaria em curva deverá ser elogiado, algo que nem sempre é fácil de anular em veículos do género. Aqui, corre bem! A suspensão é firme, sem exageros, e o ruído Diesel não é elevado. O conforto geral encontra-se num bom plano.