O representante da Honda em Portugal criou edição especial (e muito limitada) do Civic Type R que reconhece a importância da associação a Tiago Monteiro, que dura há oito anos. O piloto estreou-se ao volante de carro da marca na 5.ª etapa do Mundial de Turismos de 2012, no circuito de Suzuka, no Japão, terminando a corrida um em 9.º e a dois em 10.º, num Civic S2000 TC. A relação resistiu ao acidente na Catalunha, em setembro de 2017, durante programa de testes para a ponta final do Mundial de Turismos, que liderava e, ainda, à revolução no formato e nas regras da competição, com adoção de derivados de automóveis fabricados em massa, menos potentes e mais lentos (TCR), em vez dos protótipos que aceleravam no WTCC. O português, após recuperação demorada, estreou-se na Taça do Mundo em outubro, curiosamente no Circuito de Suzuka, para prova dos nove à condição física e preparação de 2019, com a Boutsen Ginion Racing – os regulamentos do WTCR admitem só equipas privadas, mesmo com os fabricantes a apoiá-las na sombra.
Desde o início da relação com a Honda, sempre com o foco nas corridas de turismos, o português conduziu apenas carros de competição baseados no Civic, que tem o Type R como topo de gama.
Baseado no GT (50.400 €), que conta com equipamento completo, a edição #18 Tiago Monteiro, limitada a apenas 18 exemplares, número coincidente com o do piloto na Taça do Mundo de Turismos, distingue-se pela personalização do compacto, realizada com a colaboração direta do portuense, para cruzamento de imagens... Entre os elementos exclusivos, escape com três ponteiras da Remus que otimiza a assinatura sonora do Civic Type R (torna-a ainda mais inebriante), acabamentos em carbono quer nos pilares B, quer no spoiler traseiro e retrovisores exteriores com caixas vermelhas. No cockpit, placa metálica com o número de série da unidade autografada pelo portuense de 42 anos, item que também decora as costas das bacquets dianteiras ou os tapetes.
Adicionalmente, comprando-se um exemplar do #18 Tiago Monteiro, receção de Welcome Kit com miniatura do automóvel e outros elementos de colecionador alusivos à edição especial que reconhece rosto importante da Honda – a marca nipónica não tem outros pilotos oficiais no WTCR, campeonato que sucedeu ao WTCC, onde o português conseguiu 11 vitórias e 44 pódios.
No demais, #18 Tiago Monteiro como qualquer Civic Type R, automóvel de referência entre os compactos desportivos. Os apêndices aerodinâmicos garantem apresentação muito agressiva, que prenuncia dinâmica e performances excecionais. Promessa cumprida, com combinação chassis-motor… explosiva! O Honda impressiona(-nos) pela capacidade de aceleração contundente e rapidez de subida de regimes até nas relações mais longas da caixa manual de 6 velocidades (associa escalonamento curto a comando preciso!), direção direta, travões Brembo potentes e resistentes à fadiga, suspensão com molas e amortecedores da ZF Sachs comandada eletronicamente que limita os movimentos da carroçaria (assim, mais estabilidade em reta, maior agilidade em curva) e, ainda, níveis de tração muito acima da média na categoria. Elogios, também para a sonoridade do sistema escape, que soma emoção à condução.
No Civic Type R, a atuação combinada do controlo de tração e do autoblocante garante que os 320 cv do motor 2.0 VTEC Turbo são transmitidos ao asfalto, como demonstram os números que encontramos inscritos na ficha técnica, à esquerda, no quadro das medições (acelerações e recuperações), que ilustram o fôlego incrível da mecânica de 4 cilindros com injeção direta e turbo. Na condução, pressionando-se o pedal do acelerador, encontram-se reservas inesgotáveis de energia, principalmente ativando-se o programa de condução desportivo (+R). O sistema também muda a assistência da direção e a dureza da suspensão e tem mais dois programas: Comfort e Sport.
Comparando-se os dois extremos, o Civic Type R revela-se menos subvirador e mais preciso e veloz no programa +R, embora à custa de aumento importante na firmeza do amortecimento que diminui o conforto de rolamento, devido à redução da capacidade de filtragem das irregularidades da estrada. Já o condutor senta-se, magnificamente, em banco integral com apoios formidáveis.