Sentido prático, fiabilidade e facilidade de utilização foram durante anos alguns dos principais cartões de visita da Hyundai para conquistar o mercado europeu. A que agora se junta algo inédito na marca: a promessa de performances e de fortes sensações ao volante, o que gerou alguma desconfiança no grande público... até conduzirmos o i30 N! A que agora se junta variação do mesmo tema, em carroçaria específica de 5 portas, Fastback, a primeira do género «familiar de visual coupé» entre marcas não premium.
Mas o i30 Fastback N não é apenas mais uma carroçaria na gama, resultando num apurado trabalho de afinações específicas, estudadas às medidas do formato, aproveitando da melhor maneira algumas das vantagens conseguidas por uma carroçaria que, logo à partida, é 30 mm mais baixa face ao 5 portas convencional, a que se alia suspensão rebaixada em 5 mm e uma rigidez aumentada em 15%. Tudo música para os ouvidos de qualquer engenheiro!
A tais elementos, o i30 Fastback N junta vias traseiras mais largas que as dianteiras, além de elasticidade das molas aligeirada no eixo dianteiro e leis específicas para a direção – alterações necessárias para a busca da perfeição, tendo em vista os mais 120 mm de comprimento do Fastback.
Abrindo o portão da generosa bagageira sobressai de imediato a barra antiaproximação colocada atrás do banco traseiro, mais um dos elementos que trabalha em prol do reforço estrutural e para garantir o melhor aproveitamento dos 275 cv entregues às rodas dianteiras pelo 2 litros turbo, contando o eixo motriz com autoblocante como auxílio à motricidade.
As vistosas jantes de 19’’ montam específicos Pirelli P Zero, os discos de travão estão reforçados à altura das performances e o sistema de escape entoa sonoridade que encanta qualquer apaixonado por motores (térmicos...) de competição. E para manter a máxima pureza, o i30 N não dispensa travão de mão manual.
A oferta de (cinco) modos de condução permite modular a entrega do automóvel aos intentos do condutor ou da estrada, existindo modo de personalização (N Custom) onde tudo pode ser parametrizado, desde a entoação do escape à intervenção do autoblocante, passando pelo amortecimento ou feeling da direção. Existe ainda botão no volante que permite ativar sistema que ajusta as rotações do motor às reduções de caixa, o que resulta em sonoros rateres em ponta-tacão!
O certo é que todos estes ‘n’ argumentos resultam em condução extremamente emotiva, com elementos que trazem à lembrança a competição (como as luzes de aproximação do regime do motor do red-line ou o aviso para que não se ultrapasse determinado regime quando o motor está a frio). A posição de condução resulta envolvente e bem enquadrada, fruto da ergonomia dos bancos (ajustes elétricos), com a caixa, direção e pedal de travão a não dispensarem feedback mecânico. A marcante sonoridade de escape serve de tónica para o crescente emotivo das vigorosas performances do 2.0 turbo e o sentido tátil do eixo dianteiro a permitir que se explore os elevados limites de aderência, com atuação exímia do autoblocante a colocar no chão toda a força, em resultado que alia precisão, eficácia e... ainda deixar passar ‘n’ sensações!