O BMW i3 estreou-se em finais de 2013 e cinco anos volvidos a capacidade efetiva das suas baterias duplicou de iniciais 60 Ah para agora 120 Ah – pelo meio, entre 2016 e finais de 2018, existiram versões de 94 Ah.
Esta evolução tem como consequência direta o alargar da autonomia, que mesmo na versão ‘s’, a mais potente e energeticamente mais gastadora, pode agora com relativa facilidade ultrapassar a fasquia dos 250 km. O que, embora tenha de ser visto como uma evolução notória, não pode ainda ter termo de comparação com veículos de motor térmico.
Na verdade, o conceito de veículo elétrico não deveria estar focado em autonomia de larga escala, porque a tecnologia não deveria ser vista como solução para todos os males de poluição automóvel. As valências do carro elétrico são facilmente encontradas no trânsito citadino e no uso quotidiano, onde a entrega imediata de binário permite rápidos arranques, esquivas entre o trânsito e gastos contidos no pára-arranca.
Também por isso, os 184 cv da desportiva versão i3s (bem como toda a afinação de índole mais dinâmica, caso da carroçaria rebaixada, molas mais firmes e barras estabilizadoras mais rígidas) possam ser demais para o que se deveria pedir ao carro elétrico. Mas com a criação desta variante a BMW tenta apontar diretamente ao coração dos fãs da marca, mostrando que um veículo elétrico também pode ser desportivo. Nada mais errado, pois um desportivo não é apenas aquele que anda depressa...
O certo é que com estas novas baterias de 120 Ah o i3s pode facilmente rodar ao longo de mais de 250 km (reais) com uma só carga, mesmo que entre eles estejam algumas distâncias percorridas em autoestrada e vias rápidas, cenários que fazem evaporar a autonomia do elétrico. Quando está emaranhado no trânsito citadino, mesmo com alguns arranques mais enérgicos e com rápidos e instantâneos ganhos de velocidade , o i3s poderá facilmente percorrer cerca de 270 km sem ser ligado à corrente.
A acompanhar a subida para os 120 Ah, as baterias de alta voltagem passaram para 42,2 kWh, o que resulta também em mais tempo necessário para os carregamentos: para alcançar os 80% de carga serão necessárias mais de 15 horas de ligação a uma tomada doméstica ( a 2,4 kWh) ou, então, 45 minutos se conectado a uma estação de carregamento rápido, a 50 kW.
A capacidade regenerativa do i3s é forte, pelo que quase não é necessário pressionar o pedal de travão. Esta versão de índole mais dinâmica demarca-se pelo modo Sport entre os perfis de condução, com as acelerações a resultarem particularmente lestas, em modelo que tem na estrutura em carbono um dos (dispendiosos) truques no fabrico para conter o peso, alargar a autonomia e ser ainda mais politicamente correto...