São muitos os argumentos a favor do Tiguan, modelo intermédio na gama de SUV da Volkswagen, acima do 'português' T-Roc e do recentíssimo T-Cross e abaixo do Touareg. Sendo a oferta diversificada um dos pontos mais fortes do Tiguan, que se apresenta em versões de duas e quatro rodas motrizes 4Motion; na configuração de cinco lugares ou na variante esticada Allspace para sete ocupantes; com caixa manual ou automática de dupla embraiagem; e com gama de motores Diesel ou a gasolina.
A novidade no acesso a estes últimos é o 1.5 TSI, com preço desde 32.063 €. Este 4 cilindros, turbo, com injeção direta e 1498 cc é proposto em dois níveis de potência, 130 cv e 150 cv. Na mais potente, gestão ativa dos cilindros ACT, um sistema de desativação dos cilindros. Durante os trajetos realizados dentro de determinadas margens do regime de rotações e velocidade existe a possibilidade de desativar dois dos quatro cilindros, de forma quase impercetível para o condutor, independentemente da relação que se encontra engrenada, otimizando assim a eficiência do motor. A ideia é oferecer o melhor de dois mundos, doseando-se o acelerador, usufrui-se dos proveitos da tecnologia ACT, que permite a desativação de dois dos quatro cilindros do motor, para consumos aproximados aos de um milinho a gasolina moderno.
Ao contrário, puxando-se por mecânica que mostra disponibilidade interessante logo a partir das 1500 rpm descobrem-se as prestações convincentes de motor de 150 cv. E resulta! Contudo, os veredictos a favor não se ficam pelo desempenho bastante convincente do motor a gasolina, estendem-se à consagrada caixa de velocidades automática de dupla embraiagem DSG, na versão de 7 relações, decidida e sem hiatos entre as passagens, agradando pela suavidade e rapidez, permitindo ainda comando manual-sequencial através do seletor entre os bancos dianteiros ou através das patilhas colocadas no volante. Estas são essenciais para melhor adaptar a resposta ao tipo de condução e mesmo à utilização a que se destina a automóvel com este peso e dimensões.
Dinamicamente, aplauda-se o conjunto da suspensão, que lida superiormente com pisos em mau estado e sem que a qualidade do comportamento em curva seja minimamente beliscado, sobrando ainda elogios para a direção, precisa e muito direta. O Tiguan sempre foi um automóvel que se destacou pela dinâmica entre os seus pares.
A qualidade da insonorização ajuda a toda a sensação de conforto a bordo, que é mesmo referencial nesta categoria. O painel de bordo tem instrumentação digital (TFT de 12,3”), como opção ao painel clássico de ponteiros físicos, que permite diversas configurações que, juntamente com o monitor central tátil e com sensor de aproximação, permite ter acesso a tudo o que diz respeito a informação e às funções de entretenimento.
O Tiguan 1.5 TSI é comercializado no nível de equipamento Confortline, apresentando vasto equipamento de série: jantes em liga leve Tulsa de 17 polegadas, Park Assist com Câmara traseira e Cruise Control Adaptativo (ACC), sistema Discovery Media, que inclui, entre outros, navegação. Na segurança, destaque para o airbag para condutor e passageiro, e de joelho para o condutor, airbags de cortina dianteiros e traseiros e airbags laterais para os passageiros da frente, sistema Front Assist, Lane Assist e sistema de deteção de fadiga.
Com a imagem e as proporções mais apreciadas do momento, o rigor de construção habitual em modelo do emblema alemão e com habitáculo espaçoso e que convence igualmente pela apresentação, com materiais de ótima qualidade, desenho sóbrio mas moderno e acabamentos irrepreensíveis, o Tiguan nunca esteve tão perto dos premium. E o mil-e-quinhentos a gasolina, como motor de acesso à gama, não compromete.