‘Gémeo’ do Toyota Corolla, desenvolvido no âmbito de parceria estratégica celebrada entre os dois fabricantes japoneses, o Swace é o modelo familiar compacto que faltava no portefólio da Suzuki, disponível apenas com sistema híbrido de 122 cv e gama simplificada em dois níveis de equipamento bastante recheados
Com a chegada da carrinha Swace ao portefólio da Suzuki (onde os SUV e os 4x4 estão em maioria), a marca japonesa não só passa a dispor de carrinha a mostrar fortíssimas credenciais familiares para o desafio no competitivo segmento dos compactos de segmento C, como se reforça de automóvel importante para reduzir a média de emissões da sua frota europeia, decisivo para cumprir as difíceis metas antipoluição.

Gémeo do Toyota Corolla, desenvolvido no âmbito de parceria estratégica celebrada entre os dois fabricantes, que também deu origem ao Across (versão do Toyota RAV4), o Suzuki Swace está disponível numa única motorização híbrida, inclui uma mecânica de combustão interna de 4 cilindros e 1,8 litros, a gasolina, um motor elétrico alimentado por bateria de iões de lítio e uma caixa automática, que transmite a potência só às rodas dianteiras. Rendimento máximo: 122 cv.
Eficiência à frente da dinâmica
O sistema híbrido do Swace coloca a eficiência à frente da dinâmica e das performances, que são algo modestas, mas mais que suficientes para uma condução despachada em cidade, servida pelo constante apoio do binário instantâneo cedido pelo motor elétrico. Tudo resultando em grande facilidade de utilização.
À disposição, três programas de condução (Eco, Normal e Sport) selecionados no comando do Drive Mode, à frente do seletor da caixa de velocidades. Ao lado, o botão do modo elétrico (EV) permite dispensar os préstimos do motor térmico em curtos trajetos, desde que se cumpram três condições: mais de 50% de carga na bateria, aceleração com moderação e condução a baixa velocidade (até 57 km/h). Mesmo assim, a autonomia em modo emissões zero é muito reduzida, praticamente limitada a arranques sem pressas nos movimentos de pára-arranca em engarrafamentos e entre semáforos.

A alimentação do sistema híbrido faz-se durante a condução, durante as desacelerações e travagens – deslocando-se o punho da caixa de D para B, melhora-se a capacidade de regeneração de energia e, diretamente, prolonga-se o tempo de ação com a mecânica a gasolina parada, sem consumo de combustível e emissões poluentes. E assim, consumo médio de 4,6 l/100 km.
Dinamicamente, o Swace não é entusiasmante, mas a carrinha japonesa tem público-alvo que valoriza muito mais o conforto de rolamento do que a competência dinâmica. E se, por um lado, a mecânica híbrida não está claramente pensada para correrias desenfreadas, também o amortecimento das suspensões pede andamentos moderados, sobressaindo muito mais pela capacidade de absorção das irregularidades em mau piso, do que pela forma como segura a carroçaria nas curvas em apoio.
Ainda assim, base muito competente (a TNGA da Toyota que conhecemos de toda a gama Corolla, naturalmente, e que também serve o SUV C-HR e o híbrido pioneiro Prius), a contribuir para a criação de automóvel equilibrado no capítulo dinâmico, oferecedor de superior envolvência na condução. Direção bem assistida e sistema de travagem com bom desempenho são outros elogios ao novo familiar compacto no catálogo da Suzuki.

Familiar competente
Apenas disponível como carrinha, o Swace destaca-se igualmente pelos atributos funcionais, nomeadamente pela boa habitabilidade, com generosa distância entre os bancos dianteiros e traseiros: 75 cm no espaço para pernas.
A bagageira oferece capacidade para 596 litros na configuração standard de cinco lugares a bordo, volumetria interessante, que praticamente triplica com o rebatimento dos encostos dos bancos posteriores. Ainda na mala, iluminação com filamentos LED, rebatimento simplificado dos bancos e rede de separação entre o compartimento de carga e o habitáculo.

No interior, o ambiente condiz com o exterior. Design sóbrio, sendo o maior rasgo de modernidade o sistema de infoentretenimento, com menus específicos para a condução híbrida em monitor tátil de 8” ligeiramente inclinado para o condutor. No resto, ótima ergonomia e qualidade de construção com o padrão da marca. Superfícies de tato suave, em pele, por cima do tablier, e também outra zona relativamente mole na faixa central do tablier, e aplicação de plástico com efeito de piano lacado na zona do monitor central são destaques nesta versão de topo. Que também se faz acompanhar de vasta oferta de equipamento de segurança, caso de cruise control adaptativo (algo brusco a retomar a velocidade), assistente ativo de manutenção na faixa de rodagem e de ângulo morto ou ainda estacionamento inteligente com travagem autónoma que, além de alertar para a presença de veículos a passar na traseira, à saída de um estacionamento, imobiliza automaticamente a carrinha em situação de colisão iminente.
Acordo estratégico que resulta na chegada da carrinha Swace (e do SUV Across, gémeo do Toyota RAV4) ao catálogo da marca japonesa é proveitosa para os emblemas com sinergias em várias áreas. Já o cliente Suzuki ganha alternativa familiar que não tinha na gama da marca, aliando o formato tradicional de carrinha e o estatuto de automóvel com construção à prova de críticas e fiabilidade inabalável a uma nova imagem, atraente e dinâmica do Toyota que lhe serve de base. Todos ganham...