Sucesso intemporal, o Fiat Panda acaba de receber um novo trunfo com a chegada de uma nova versão Sport, de estilo vincadamente ‘racing’.
Quando surgiu no mercado, na década de 80, o Fiat Panda era visto como um carro simples, para gente jovem e descomprometida. Passados 40 anos, o novo Panda nada tem a ver com o original. A fórmula de racionalidade e toda a jovialidade estão lá, mas o citadino italiano progrediu a todos os níveis, seguiu as tendências da moda, podendo considerar-se já muito próximo do tão popular conceito de pequeno SUV urbano. Ou seja, a Fiat manteve a filosofia de oferecer um automóvel de dimensões reduzidas, mas com interior relativamente espaçoso e arejado, simples, bastante acessível e muito fácil de conduzir (o Panda mexe-se com extrema agilidade no meio do trânsito e defende-se bastante bem em estrada), mas tendo presente as novas exigências em matéria de segurança, conforto e tecnologia. A começar pela já quase normativa eletrificação.

1.0 FireFly Hybrid
Um dos trunfos da nova gama Panda é o de possuir um dos mais pequenos motores híbridos e também o mais barato do mercado nacional.
Na base mecânica está um estreante motor 3 cilindros atmosférico a gasolina da família FireFly, de 1 litro de capacidade, de apenas uma árvore de cames e 6 válvulas, de não mais que 77 kg, ao qual foi acoplado um motor elétrico do tipo BSG (Belt-integrated Starter Generator). Esta solução permite regenerar e aproveitar a energia proveniente das travagens e desacelerações, sendo esta armazenada numa pequena bateria de iões de lítio, de não mais de 3,6 kW, colocada sob o banco do condutor.

Na estrada, além da agradabilidade na condução, do contido ruído de funcionamento e da economia (o consumo apurado foi de 5,5 l/100 km, um valor superior ao apresentado na ficha de homologação, mas ainda assim razoavelmente comedido), destacamos a resposta viva às solicitações do acelerador desde as 1800 rpm, subindo a partir daí gradualmente com a surpresa agradável de não se notarem vibrações excessivas.
Com só 70 cv e 92 Nm, ninguém espera que este ‘milinho’ eletrificado seja um poço inesgotável de força – a velocidade máxima de 155 km/h e os mais de 14 segundos que demorámos a chegar de 0 a 100 km/h nas nossas medições dão a ideia de que é um citadino sempre pretensões a mais altos voos. De desportivo, aliás, este Panda Sport (versão a juntar às às Life e Cross na gama) tem a imagem. E não é dizer pouco…

Fica-lhe a matar a nova cor exclusiva da carroçaria em cinzento mate (opção, por 800 €), as pequenas pinças dos travões em vermelho à frente, bem como todos os itens integrados Pack especial Pandemonio, a juntar aos elementos de série: jantes em liga leve bicolores “Sport” de 16 polegadas com centro de roda preto e vermelho, puxadores e capas dos retrovisores na cor da carroçaria e exclusivo logo cromado “Sport” na lateral.
No interior, o destaque vai inteiro para a estreia do ecrã tátil com sete polegadas e sistema digital DAB, compatível com Apple CarPlay e Android Auto, para completa integração com o smartphone. Este é o elemento dominador do painel de bordo com acabamentos simples e alguns revestimentos com pespontos vermelhos.

As cotas interiores são condizentes com as dimensões compactas – podemos sentar três passageiros nos lugares traseiros (opcional: 100 €) – e, na mala, capacidade para apenas 225 litros, capaz de ‘esticar’ para os 870 litros com o rebatimento dos assentos traseiros.
Na dotação de série, ainda o fecho centralizado de portas com telecomando, vidros elétricos dianteiros, os faróis de nevoeiro. ‘Recheio’ justo para os 15.572 euros pedidos por este Panda Sport Hybrid.