Enorme revolução, sobretudo nos capítulos eletrónico e ciclístico, criaram uma Versys completamente nova, reforçando posição da Kawasaki no segmento da moda. Mais do que maxi-trail estradista, a SE Grand Tourer assume, sem tibiezas, estatuto de requintada crossover, posicionando-se como viajante de eleição a quem a diversão é não só permitida como encorajada. Versão especial, dotada de conjunto de malas de série, punhos aquecidos, cruise-control, amplo banco duplo, ecrã maior e ajustável, descanso central e indicador de condução económica, permitindo levar ainda mais longe o prazer da viagem. Mas há mais, muito mais para descobrir em modelo que segue os mais elevados padrões em termos de equipamento, incluindo evoluídas suspensões semi ativas.
Sistema Kawasaki Eletronic Control Suspension (KECS) que garante equilíbrio otimizado entre conforto e eficácia, com adaptação instantânea às condições de carga, da estrada e de velocidade em função do estado de espírito do condutor. Que pode escolher a dureza e reação mais adequada, entre o máximo conforto no modo mais suave (gerador de comportamento algo bamboleante) até ao mais rígido, para eficaz condução desportiva. Filosofia acompanhada pelo comportamento do motor, também ele adequado para momentos de pura descontração ou da mais entusiasmante animação, variando a forma como é entregue a potência ou a intervenção do controlo de tração e funcionamento do amortecimento. Do Rain, para absoluta tranquilidade em pisos molhados e suavidade que aconselhamos para descontraído turismo a dois, ao Sport que exponencia a resposta aos movimentos do acelerador e permite ligeiro escorregar da roda traseira para maior rapidez e diversão, passando pelo equilibrado Road, que aciona os parâmetros intermédios de ajuste. Além da possibilidade de personalização, através do modo Rider, permitindo escolher entre o Full ou Low Power; entre um dos 3 níveis de controlo de tração ou mesmo desligar o KTRC; entre um dos estágios de dureza (Hard/Normal/Soft) e até afinar a compressão e extensão em 10 patamares.
Ajuste preciso para cada situação de utilização/pilotagem que permite máximo aproveitamento do motor, com potência sempre disponível e suficiente para todas as situações. Enorme linearidade desde as mais baixas rotações até cerca das 10.000 rpm, como seria de esperar num quatro-em-linha de marca de forte pendor desportivo, que nem algumas vibrações por voltas das 6000 rpm, sensíveis sobretudo nos poisa-pés, incomodam de forma significativa. Comportamento muito flexível, de resposta refinada e fácil controlo graças à eletrónica, apoiado por caixa muito precisa e bem escalonada mas com toque algo metálico típico de competição (ou não fosse uma Kawasaki…). Completamente esquecido ao utilizar a surpreendentemente suave embraiagem assistida e deslizante, de acionamento mecânico (e não hidráulico) ou, em andamento, acima das 2500 rpm, o ‘quick-shifter’ de série nesta versão Grand Tourer. Mudanças servo-assistidas particularmente agradecidas em rimo mais intenso, com rapidez tanto a subir como a descer de relação, ajudando ainda a disfarçar o curso algo longo do seletor. Caixa que tem sexta velocidade bastante desmultiplicada, para conforto e economia nas maiores ligações em autoestrada, garantindo consumos interessantes, abaixo dos 6 l/100 km. Rapidez que é recordada quando uma sensação de ligeireza se apodera da dianteira, ao rolar realmente depressa e com as três malas em toda a sua capacidade de carga, aconselhando facílimo ajuste da suspensão, mesmo em andamento!
Confortável, com banco que ultrapassa sensação inicial de aparente dureza com perfil bastante esguio e bem moldado, a Versys permite bom acesso dos pés ao solo, existindo ainda banco mais baixo (820 mm), mantendo boa posição de condução. E, com um guiador razoavelmente largo, torna-se surpreendente nas mudanças de direção, mesmo nas mais rápidas, com comportamento neutro e absoluta estabilidade. Eficácia acompanhada pela travagem, com enorme potência e boa progressividade assente nas novas pinças monobloco e de fixação radial, e apoiada pela função cornering do ABS. Que, em curva, minimiza risco de queda ou alteração de trajetória quando se trava forte em inclinação. E com o afundamento da dianteira nas travagens compensado pela suspensão.
Dona de eletrónica que tudo permite ajustar, a bem-dotada Versys 1000 SE Grand Tourer permite optar entre serenidade turística ou comportamento mais picante e, gastando 6,5 l/100 km, é uma das mais versáteis propostas na forte categoria das crossover de 1000 cc.
Melhoria absoluta face à anterior versão da Versys 1000, a SE Grand Tourer garante elevadas doses de confiança, mesmo nos mais adversos ambientes, graças ao requintado equipamento. Dos travões radiais ao ABS em curva, das malas aos faróis suplementares, da embraiagem assistida e deslizante ao quick-shifter, dos modos de motor ao controlo de tração, sem esquecer evoluída suspensão eletrónica. Lista de trunfos que, apesar da relevância, acabam por ter reflexos limitados no preço, bastante competitivo na classe.