NIO, o «Tesla chinês», está a causar polémica na China depois de dois condutores terem perdido a vida, no espaço de duas semanas, enquanto conduziam as suas viaturas em modo de condução semi-autónomo (Navigate On Pilot).
A família de um dos falecidos acusou a NIO de apagar os registos de dados do veículo após o acidente, mas a empresa negou a acusação.
Embora ainda não existam dados oficiais sobre a investigação, alguns meios de comunicação chineses afirmam ter detalhes do NIO ES8 de um dos condutores falecidos. Durante a condução, o carro registou uma velocidade média de 45,1 km/h e uma velocidade máxima de 114,6 km/h. Os dados publicados mostram ainda que o veículo acelerou acentuadamente uma vez e não foi registada qualquer desaceleração de emergência.
Também a Tesla está sob investigação nos EUA porque, de acordo com dados da US National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), o piloto automático é incapaz de reconhecer corretamente os veículos de emergência parados na berma da estrada.
De acordo com fontes oficiais, a National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), a entidade responsável pela segurança rodoviária norte-americana, prepara-se para realizar um conjunto de investigações aos veículos da marca de Elon Musk com o objetivo de encontrar respostas para onze acidentes que envolveram carros da Tesla que seguiam em modo Autopilot ou com o sistema de Traffic Aware Cruise Control ativo, e que embateram em veículos de emergência parados na estrada. Os episódios, ainda sem explicação, ocorreram desde 2018, sendo que as autoridades vão examinar o funcionamento de vários modelos da marca produzidos a partir de 2014.