Sem lançar um novo modelo há mais de uma década, a Lotus deposita no Emira a responsabilidade enorme de fechar um ciclo no seio de fabricante com mais de setenta anos de história: não é apenas o desportivo encarregue de substituir as referências Elise, Exige e Evora no catálogo da marca; será, também, o último modelo a sair da fábrica de Hethel com motor de combustão interna.
A “nova” Lotus, sob a égide do Geely Holding Group, da China, vai dedicar-se exclusivamente à produção de desportivos movidos a baterias, na fábrica de Wuhan, a partir do final deste ano, e nas instalações históricas de Hethel e Norwich, no Reino Unido.
Na fábrica nova, pista de teste inteligente com um sistema avançado que permite deslocar os veículos entre os vários setores utilizando tecnologias de condução autónoma e sem qualquer intervenção humana. O traçado com 16 curvas está desenhado para receber veículos que circulam até 230 km/h.
SUV ‘obrigatório’ em 2022
No plano de revitalização da gama, a Lotus deve aderir ao formato da moda na indústria automóvel, com a revelação do Type 132 (nome de código), um SUV para o segmento do Porsche Macan (na próxima geração do modelo alemão, planeada para 2023, apenas versões elétricas). Seguir-se-ão, até 2026, um "coupé" de 4 portas, um SUV mais compacto e um desportivo.
A nova arquitetura para elétricos da Lotus permite distância entre eixos entre 2,889 m e 3,100 m, a integração de baterias de 92 a 120 kWh de capacidade, ainda, o recurso a sistema elétrico de 800V que admite recarregamentos ultrarrápidos dos acumuladores de energia.
De acordo com a marca, todos os automóveis baseados nesta plataforma conseguirão acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos.