De acordo com o novo estudo do Observador Cetelem Automóvel 2023, no que respeita aos custos anuais de utilização, os portugueses que são proprietários de pelo menos um carro, gastam em média 2.258 euros por ano, o que equivale a 188 euros por mês. Relativamente aos restantes países do estudo, verifica-se que é nos Estados Unidos, Áustria e Noruega que o custo de utilização dos automóveis é mais elevado, alcançando quase €4.000 anualmente.
Aumento dramático dos combustíveis
Ainda segundo os dados do Observador Cetelem, em Portugal, 73% consideram os preços dos combustíveis elevados, sendo que, por mês, à data do inquérito, os portugueses gastavam em média 121 euros – menos 20 euros face à média europeia e menos 12 euros face à média global. Na europa, só os polacos pagam menos mensalmente, cerca de 112 euros. Por outro lado, os belgas (165 euros) são os que pagam mais.
No que respeita aos seguros, neste estudo, os preços são considerados elevados por 4 em cada 10 portugueses, gastando estes em média cerca de 337 euros por ano com o seguro, menos do que os 572 euros em média gastos a nível europeu e global. Na europa 1 em cada 2 condutores partilha da mesma opinião, existindo vários países europeus onde as opiniões negativas representam a maioria. Este é particularmente o caso na Bélgica e na Noruega.
Em relação à manutenção e reparação, as opiniões dos condutores são semelhantes, com 4 em cada 10 dos portugueses (43%) e dos inquiridos em geral a consideram estes custos demasiado elevados. Na europa, os espanhóis (48%) são os mais críticos relativamente a estes custos, assim como os belgas (46%) e franceses (45%). Segue-se Portugal, Itália e Polónia com 43% dos inquiridos a concordarem com essa afirmação.
Perante esta situação de aumento de custos, a prioridade é mesmo reduzir as despesas do combustível (61%), seguindo-se as despesas relacionadas com as portagens (28%), com a assistência e manutenção (27%), com estacionamentos (24%) e, por fim, com o seguro (20%). A nível global, as prioridades têm uma ligeira variação: para 65% dos entrevistados, a primeira coisa a fazer é reduzir o orçamento do combustível, mas depois segue-se a vontade de atuar ao nível da manutenção e dos seguros dos veículos.
7 em cada 10 portugueses afirmam que já abdicaram de andar de carro.