Pagani Utopia, sucessor do Huarya, vai custar milhões

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Por AUTO FOCO 11-04-2023 07:10

Depois de Zonda e Huayra, o Utopia é o mais recente supercarro da Pagani. Uma autêntica obra de arte – mas daquelas que se podem conduzir – focada na simplicidade e leveza conceptual, tudo em prol do prazer da condução. Serão produzidas não mais que 99 unidades, todas já com dono atribuído, com preço (sem impostos) a rondar os 2,1 milhões de euros.

Basta o nome para perceber algumas das motivações da Pagani... O Utopia nutre uma ligação umbilical à história de automóveis superdesportivos, renunciando ao efeito do peso de baterias ou eletrificação no apoio ao motor V12. Os instantâneos de pureza estendem-se à transmissão, a cargo de uma caixa manual de sete velocidades – os clientes poderão optar por uma unidade automatizada. Tudo para garantir a mais pura das ligações entre o condutor e o seu automóvel.

O Utopia quer ser o exemplo de Hiper carro moderno capaz de deixar transparecer sensações do passado. Tecnologicamente evoluído, mas único na abordagem dinâmica e na ligação com a estrada, do feedback mecânico à essência da sonoridade.

O desenvolvimento do Utopia estendeu-se por seis anos para que fosse conseguida a melhor integração dos vários elementos aerodinâmicos (sem agressivos apêndices ou vincos nos painéis exteriores a quebrar a fluidez do design) com traços revivalistas.

Atrás do habitáculo, em posição central traseira, está o V12 biturbo de origem Mercedes-AMG que promete dar muita ação aos não mais que 1280 kg, através de uma potência máxima anunciada de 864 cv e 1100 Nm de binário, valor que se mantém constante entre as 2800 e as 5900 rpm.

O chassis é do estilo monocoque em carbono e titânio e as ligações ao solo ficam a cargo de suspensões de duplos triângulos com molas quase em posição horizontal e amortecedores controlados eletronicamente. Pneus Pirelli PZero Corsa foram especialmente desenvolvidos para o Utopia, em jantes de 21'' à frente (265/35) e de 22'' no eixo traseiro motriz (325/30).

O interior segue a toada revivalista, sem a agora tão em voga vertente digitalizada, com o Utopia a dispensar sistema multimédia no tablir, antes surgindo com mostradores analógicos a fazer lembrar os desportivos dos anos 50 e 60 do século passado.

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