Em descapotável, o Smart Fortwo reforça o lado lúdico para encarar as voltinhas na cidade, aliando a descontração, silêncio e facilidade de utilização da agora única motorização, 100% elétrica. Atualizado por dentro e por fora, continua a espalhar charme e distinção...

Mesmo ao fim de alguns anos no ativo (esta terceira geração da Smart chegou ao mercado em 2014), o ForTwo continua a recolher galardões de distinção: não existe no mercado de passageiros outro modelo de dimensões tão curtas (ou seja, com menos de 2,7 metros de comprimento), com diâmetro de viragem tão reduzido (necessita apenas de 7,3 metros para inversões de marcha entre passeios), além de possibilitar o casamento de motorização elétrica com carroçaria descapotável. Conjunto de exclusividades que acabam por se fazer pagar (muito) caro, mas que serve também para a marca do grupo Daimler alimentar o fator premium do citadino.
Nesta mais recente atualização da gama, colada ao nome EQ que ajuda a evidenciar a agora oferta única e limitada a motorização elétrica, com motor de 82 cv, as principais novidades do Smart ForTwo Cabrio estão focadas no visual e na personalização. Como que apontando para o cliente alvo que estará mais preocupado com os elementos fashion de modelo que se passeará nas Avenidas da Liberdade deste mundo fora, e que é tão fácil de estacionar naquele pedacinho de espaço mesmo à porta das lojas chiques. Com mais um extra: fruto da extensa e possível combinação entre cores para os painéis da carroçaria, célula tridion, contornos da grelha frontal, capas de retrovisores e oferta de jantes em liga leve, será difícil encontrar um Smart igual ao seu!

Some-se, ainda as formas distintas da grelha dianteira e o formato das óticas à frente e atrás, agora de personalidade acrescida fruto dos efeitos possíveis de alcançar com tecnologia de iluminação LED. Numa tentativa de simplificar o encaixe dos diversos elementos de personalização e extras, a gama contempla agora conjunto de Packs que se podem aliar às linhas base de personalização.
A unidade testada espelha a Linha Prime (930 €), ao serviço de quem procure um Smart mais requintado, onde pontuam jantes raiadas de 16’’ com acabamento de alto brilho ou os estofos em pele preta com pesponto cinzento e bancos aquecidos. De série, a capota em lona surge em preto, mas pode ser encomendada em vermelho (155 €) ou ainda nas mais especiais (linha ‘tailor made’) beije, cinza ou castanho (1030 €).

O Pack Exclusive, disponível por 2370 € na carroçaria Cabrio, acrescenta elementos úteis à utilização, caso dos sensores de parque traseiros com câmara de marcha-atrás (bem que a imagem poderia ser de superior qualidade...), cinta de retenção de objetos que pode ser aplicada nas costas do banco do passageiro, a nova consola central com arrumação e cobertura (tampa retrátil), apoio de braços entre os bancos, retrovisor interior com antiencandeamento automático, sensores de luz e chuva, filamento de luz ambiente sob o tablier e na zona dos pés (confere superior requinte em utilização noturna), faróis LED com luzes de berma, além dos serviços TomTom Live associados ao sistema multimédia Smart Media, com navegação.
Com pequena bateria de apenas 17,6 kWh de capacidade e motor de 82 cv que não é propriamente contido no gasto – as formas pouco aerodinâmicas da carroçaria não ajudam – a autonomia elétrica deste Smart andará em torno dos 130 km reais, que serão mais do que suficientes para a maioria das deslocações diárias de modelo vincadamente citadino. Optando-se pelo modo de condução ‘eco’ será possível acrescentar cerca de 30 km reais ao alcance, caso a utilização esteja confinada entre o pára-arranca citadino e o rolar a velocidades abaixo dos 90 km/h.

As grandes vantagens da motorização elétrica em modelo tão pequeno estão focadas na facilidade de utilização quotidiana, simplicidade nas manobras e nos arranques despachados. Recorrendo ao radar frontal (para aviso de aproximação e travagem automática) a capacidade regenerativa é aproveitada ao máximo, com a eletrónica a medir a distância para o veículo da frente e adaptando o efeito de travão motor. Ainda assim, será difícil fazer o consumo baixar dos 14,5 kWh/100 km.
O preço elevado reflete a exclusividade do conceito de citadino elétrico associado ao universo Daimler, extensível ao caráter lúdico de uma carroçaria cabrio e forte capacidade de personalização. Oferta demasiado específica que perde pontos para outros automóveis elétricos mais racionais, completos e com autonomias maiores. Com o carregamento rápido, tem a vantagem de atestar os 130 km em cerca de 1 hora. Em casa, ligado à tomada, carrega em 8 horas.