Pensada para quem procura vantagens de acrescida mobilidade urbana mas sem limites de performance de uma 125 cc, a Peugeot evoluiu a Metropolis, scooter de segurança absoluta que pode ser conduzida com carta… de automóvel. Capaz de estilhaçar receios de muitos automobilistas, a maior das scooters francesas reforça argumentos de segurança de três rodas com acrescida componente eletrónica, em modelo que, graças à homologação L5e pode ser conduzida ‘apenas’ com carta B. Na prática, uma das poucas opções para quem quer as vantagens de moto de cilindrada para lá dos 125 cc, sobretudo acrescida mobilidade e versatilidade, mas sem exigência de todo o processo de nova carta de condução. E para quem não abdica de inabalável segurança!
Fortemente inspirada no universo automóvel, da marcante estética dianteira ao painel repleto de informações, do travão de parque elétrico aos piscas de emergência em posição central, prosseguindo no banco baixo e confortável, com bom apoio lombar regulável, ponto de partida para boa ergonomia.
O banco que, nesta versão RX-R, tem pesponto vermelho, reforça a qualidade ‘premium’ patente em outros pormenores, dos retrovisores com vidro asférico para maior melhor visibilidade e menos ângulos mortos, ao sistema de controlo de pressão dos pneus TPMS que avisa o condutor quando um dos pneus perde ar; da chave inteligente às luzes diurnas (Daytime Runing Light); passando pelo travão de parque elétrico, ‘luxos’ normais em muitos automóveis, mesmo de segmentos mais baixos.
Bem-estar a bordo acompanhado por enorme evolução tecnológica, beneficiando dinâmica e segurança, do quadro reforçado na dianteira para maior conforto e eficácia, à profunda revisão do conjunto frontal, mais preciso e consistente em todo o tipo de pisos. Dianteira mais ‘pesada’ a scooter tradicional mas agora mais ágil e estável em curva, também por força da adoção de rodas de 13 polegadas (em vez das anteriores 12”). Sistema de suspensão que, sublinhe-se, pode ser bloqueado a baixa velocidade (3 km/h) ou em parado, permitindo – depois de ganhar alguma experiência – paragens no trânsito sem colocar pés no solo e dispensando descanso central nos estacionamentos. Depois basta acelerar ou desativar o sistema, de forma manual, no mesmo botão.
Mas há mais! A adoção de sistema de controlo de tração TCS com três posições (Urban, Sport e Off), garante estabilidade absoluta mesmo nas acelerações em piso escorregadio, enquanto a travagem oferece paragens mais eficazes ao anterior sistema combinado SBC, sensível nas travagens independentes – manete direita para a frente e esquerda para a traseira – mas sobretudo quando se aciona o pedal. Altura em que é mais notória a evolução conseguida pelos discos de maior diâmetro e pelas pastilhas com novo material. Resultado, travagem quase brutal em situações inesperadas, que reduz em mais de 3 metros a distância de paragem a 50 km/h! E que, pela primeira vez num motociclo, tem aviso de emergência, acendendo os quatro piscas quando a velocidade excede os 50 km/h e a desaceleração é superior a 6 m/s.
Segurança acrescida em scooter de performances bem agradáveis, fazendo esquecer o peso elevado graças ao renovado motor que, para cumprir norma Euro4, sofreu ligeira perda de potência mas ganhou em binário e em eficiência, reduzindo consumo à anterior versão. Melhor comportamento nos regimes médios, particularmente sensível em estradas sinuosas e com subidas, ‘generosidade’ que se agradece na utilização a dois, algo que é estimulado pelo espaço e conforto do banco, amplos poisa-pés retráteis e pegas para as mãos do passageiro.
De grande importância para a Peugeot, realçada pelo facto de ser única scooter fabricada em Mandeure e motor inteiramente produzido em França, a Metropolis tem tudo para agradar aos automobilistas, da imagem à segurança, da eficácia dinâmica à qualidade ‘premium’. Quanto aos motociclistas, ressalva apenas para a necessidade de reajustar os mecanismos de condução, nomeadamente na colocação em curva, com trajetórias mais ‘conservadoras’.