Yamaha XSR900 Abarth

Paixão a dobrar

Motos- Apresentações

Por Paulo Ribeiro 02-02-2018 18:27

Genuína derivação ‘café-racer’ da Yamaha XSR900, série limitada Abarth ‘cobre’ moderníssimo e eficaz pacote MT-09 com roupagens muito especiais. Estilo ímpar, deslumbrante desde o primeiro olhar, em máquina que se destaca pela imagem clássica mas, principalmente, pelo comportamento extremamente moderno em máquina.

Este é o mais recente resultado da ligação de duas marcas históricas, materializando em moto de série o acordo patente em MotoGP e que deu origem, entre outros, ao Fiat 500 com designação semelhante, estilo idêntico e exclusividade igual. O depósito de combustível pintado no inconfundível cinzento Nimbus da casa italiana que é propriedade da Fiat, ornado com linhas vermelhas de design Speedblock típico da Yamaha, reforça o ar clássico de modelo de origem no departamento Faster Sons, com produção limitada a 695 unidades, certificado em placa de alumínio com número de série, e onde abunda a fibra de carbono. Na carenagem frontal e guarda-lamas dianteiro como na bem conseguida tampa do banco do passageiro, reforço do aspeto racing de tempos idos, e rematado por compacto suporte da matrícula em alumínio.

Mas é o escape, exclusivamente desenvolvido pela Akrapovic para esta moto, que mais cativa o olhar. Obra de arte com coletor em titânio e configuração ‘três-em-um’, rematado com espetacular dupla saída que, além do ganho de peso à versão XSR normal, oferece entusiasmante sonoridade. Música excitante que parece resultar da maior liberdade dada aos cavalos (cv), pura ilusão pelo que dizem os dados técnicos, com números exatamente iguais à MT-09 e XSR.

Tanto mais que o motor não sofreu qualquer alteração, mantendo comportarmento de reconhecida vivacidade e resposta poderosa, independentemente do modo de condução escolhido. Desde o mais suave B, pensado para condições de aderência duvidosa e para os passeios mais calmos, ao agressivo A, de resposta brutal, passando pelo Standard, mais que suficiente para utilização normal no dia-a-dia. Motor de alma cheia, oferecedor de sensações da velha escola, mais mecânicas no modo B, até uma nova dimensão da experiência sensorial com o modo A.

Explosões de potência que, não raras vezes, obrigam à intervenção do controlo de tração (TCS), equipamento de origem que pode ser regulado, em andamento, nos modos mais interventivo (2) ou mais permissivo (1) e que pode ser desligado desde que a moto esteja parada. A verdade é que, independentemente do grau de intervenção eletrónica, o motor continua a mostrar alma enorme, oferecendo sensações fortes e enorme prazer de condução, com acelerações muito rápidas e inusitada velocidade máxima, com moto antiga a surpreender quando passa – facilmente! – dos 200 km/h. E com comportamento sempre agradável, bem cheio nos regimes médios e acrescida agressividade ao passar as 7000 rotações por minuto.

Oferta extra é o inegável prazer auditivo, com sonoridade quase viciante a impelir o aproveitamento da rotação antes do recurso à bastante precisa caixa de velocidades mas, ainda e sempre, de acionamento algo metálico. Caixa bem auxiliada pela embraiagem assistida e deslizante (A&S) com manete de acrescida suavidade e resposta ainda mais macia, mesmo às brutais reduções, evitando o bloqueio da roda traseira.

Sem modificações também a ciclística, surgindo apenas o guiador baixo e arqueado, tipo andorinha, no lugar do anterior guiador plano, dentro do estilo roadster da XSR, criando posição de condução completamente diferente, com o corpo mais atirado sobre a dianteira e o peso do condutor sobre os pulsos. Também o banco foi profundamente modificado, com novo desenho e cobertura em camurça e costuras em vermelho, subindo mais um degrau em termos de qualidade.

De inatacável estabilidade e grande eficácia desportiva sublinhada pelo rigor e facilidade de colocação da dianteira em curva, a conhecida ciclística contribuiu ainda para usufruir de uma travagem poderosa mas exigente em termos de controlo, com início do curso da manete algo brutal. Mas com sensibilidade que permite prolongar a desaceleração até meio da curva, em comportamento racing que não implica com razoável dose de conforto de moto com produção limitada a 695 unidades para toda a Europa.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

YAMAHA XSR900

ABARTH

Motor
Capacidade 847 cc
Potência 115 cv/10.000 rpm
Binário 87,5 Nm/8500 rpm
Transmissão
Tipo Três cilindros em linha, 4 T
Ciclística
Quadro Dupla trave em alumínio tipo diamante
Suspensão F Forqueta tele-hidráulica invertida, diâmetro 43 mm, curso 137 mm. Regulável em pré-carga e extensão.
Suspensão T Mono-amortecedor hidráulico; curso 130 mm. Regulável em pré-carga e extensão
Travões F Dois discos de 298 mm, pinça de quatro pistões monocoque de fixação radial. ABS de série
Travões T Disco de 245 mm, pinça de pistão simples. ABS de série
Dimensões e Capacidades
Altura do assento 8495 mm
Depósito de combustível 14 litros
Peso 195 kg
Relação peso/potência 1,69 kg/cv
Consumo médio 5,2 l/100km
Preço
Preço 13 096 €

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