Nissan Qashqai

Manter o ADN

Apresentação

Por Paulo Sérgio Cardoso 02-07-2021 14:30

Já conduzimos a terceira geração do Nissan Qashqai, que está desde já à venda em Portugal, com preços a partir de 29.000 €, agora apenas com motorizações a gasolina apoiadas eletricamente. Mantém a identidade dos anteriores Qashqai, mesmo sendo um crossover 100% novo e tecnologicamente muito mais evoluído.

Foi o Nissan Qashqai que, em 2007, mostrou ao Mundo o que era um crossover. A ideia base consistiu em misturar dimensões e preço de um compacto (como o VW Golf) com uma carroçaria de uso mais versátil que proporcionasse interior amplo para o cumprimento de funções familiares. E não é que a fórmula pegou? De tal modo que, chegado a 2021, abrindo portas ao início de carreira desta terceira geração (a segunda foi lançada em 2013), o pai dos crossovers é o modelo do género melhor sucedido na Europa, onde totaliza mais de 3 milhões de unidades entregues a clientes.

Sem revolucionar esteticamente, a Nissan afirma que esta 100% nova geração segue a evolução que os clientes fiéis ao conceito Qashqai mais apreciam, caso das dimensões, facilidade de condução e de uso quotidiano, sem grandes complicações ergonómicas ou vanguardismos ultrassónicos – ou, como dizem os ingleses, (o Qashqai foi inteiramente desenvolvido em Inglaterra), ‘Keep it simple’!

Neste ambiente descomplicado, a evolução do design ajuda a manter a fidelidade ao conceito e o crescimento das dimensões surge quase invisível face à também manutenção das proporções: só mais 35 mm no comprimento, 29 mm na largura e 19 mm entre eixos, mantendo-se a altura. A oferta de jantes vai agora das 17’’ às 20’’ e o cliente tem a possibilidade de escolher uma pintura Bi-Tom (400 €). A nova plataforma CMF-C contribui para anunciado (e devidamente comprovado em estrada!) aumento da rigidez na ordem dos 48%, mesmo face à redução de 60 kg no peso da estrutura.

O interior é, de facto, o melhor espelho de um Qashqai completamente novo, com o processo de digitalização do painel de instrumentos de 12,3’’ (só a versão base mantém o quadrante analógico) e de sistema multimédia em monitor tátil de 9’’ na versão com sistema de navegação. O grafismo, moderno e atraente, e a navegabilidade, estão agora ao nível da concorrência, ao que se pode somar um head up display de grandes dimensões (10,8’’), clarividente na informação espelhada no vidro dianteiro. Apenas o manuseamento do computador de bordo através de vários botões no volante não é tão simples como o esperado, em particular por ser também a partir daí que se ajustam todas as definições ligadas à condução e ao veículo – bem que a Nissan as poderia ter passado para o amplo monitor multimédia…

O novo Qashqai surge ainda mais apurado entre as várias ajudas à condução, com a versão base (Acenta) a incluir cruise control adaptativo, câmara traseira, aviso de colisão com travagem autónoma, alertas de ângulo morto e de saída de faixa, assistente de cruzamento com reconhecimento de peões e ciclistas e faróis full LED com comutação automática entre médios e máximos. A oferta de equipamentos de conforto é vasta e das mais ricas do segmento, em particular considerando a relação preço/equipamento, sendo que as versões de topo incluem alguns pormenores de nível quase premium, caso dos revestimentos em pele no tablier e nas portas, ajustes elétricos dos bancos dianteiros incluindo massagem e aquecimento dos mesmos, sistema de som Bose, abertura elétrica da tampa da mala ou para-brisas aquecido. Curiosidade técnica: as versões com jantes de 20’’, tal como as de tração integral (a chegar em breve) contam com eixo traseiro de arquitetura multilink, upgrade face ao eixo de torção das restantes versões.

Uma boa posição ao volante surge com naturalidade, fruto das agora bem mais amplas regulações de banco e volante. O novo Qashqai mantém a oferta de boa visibilidade para todos os cantos, acrescida pela ótima qualidade gráfica das câmaras que resultam numa imagem a 360º. Os bancos são confortáveis e envolventes e todo o conjunto resulta agora mais sólido e confortável na ligação à estrada, mesmo nas unidades testadas com rodas de 20’’. Muitos são os avanços em precisão direcional e consistência da resposta da suspensão às flutuações do piso (melhoria mais que evidente face ao modelo da anterior geração), que muito contribui para uma superior sensação de controlo e segurança ao volante, mesmo que o Qashqai continue a não ser uma referência em agilidade ou dinamismo.

Com o “adeus” aos motores Diesel, a oferta cinge-se à mecânica 1.3 turbo a gasolina, numa evolução eletrificada (mild hybrid de 12 V) da unidade existente, disponível em variantes de 140 cv/240 Nm e 158 cv/260 Nm, podendo esta última estar surgir assocada à caixa automática Xtronic: uma unidade CVT que nada tem a ver com o que marca fez até agora, surgindo neste estágio evolutivo com desempenho célere e suavidade inesperada, quase funcionando como uma convencional caixa automática com conversor de binário. Ambos os motores são extremamente refinados, quase inaudíveis mesmo nas acelerações mais fortes e o desempenho (também aqui) está focado para uma utilização descontraída, com relações de caixa que nos pareceram algo longas.

Neste arranque da carreira comercial, a Nissan proporciona desconto direto de 2500 € para clientes particulares que pode ir até a 5000 € mediante recurso a financiamento.

Gama em Portugal:

Qashqai DIG-T Visia (140 cv) – 29.000 €

Qashqai DIG-T Acenta (140 cv) – 32.000 €

Qashqai DIG-T N-Connecta (140 cv) – 34.500 €

Qashqai DIG-T Tekna (140 cv) – 38.550 €

Qashqai DIG-T Tekna (158 cv) – 39.550 €

Qashqai DIG-T Tekna+ (158 cv) – 41.700 €

Qashqai DIG-T Xtronic Acenta (158 cv) – 34.800 €

Qashqai DIG-T Xtronic N-Conecta (158 cv) – 37.300 €

Qashqai DIG-T Xtronic Tekna (158 cv) – 41.350 €

Qashqai DIG-T Xtronic Tekna+ (158 cv) – 43.500 €

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