São temas como oferta de manutenção por 4 anos ou 80 mil km, garantia geral de 7 anos ou 150 mil km, consumos regrados, campanhas comerciais que incidem em descontos no preço final ou em taxas de juro 0%, ou mesmo interiores espaçosos para acolher as necessidades familiares, que podem sensibilizar clientes e utilizadores para estes dois autênticos campeões da fórmula value for money: o estreante Skoda Scala 1.6 TDI e o Kia Ceed 1.6 CRDi.

Vamos, então, ligar os temas a cada um dos intervenientes. Na ‘Simply Clever’ marca checa, o estreante Scala marca a estreia no popular segmento das berlinas compactas de cinco portas (o Octavia está uns centímetros acima e com formato pouco hatchback), apresentando- se como proposta imbatível no espaço que oferece para pernas no banco traseiro ou ainda no compartimento de carga, com os muito generosos 467 litros base a poderem depois dar lugar a gigante porão mediante rebatimento das bancos.
É também no novo Skoda que encontramos a oferta do plano de manutenção programada durante os primeiros 4 anos ou 80 mil km e, até ao final do corrente ano, a oferta de 0% de juros em aquisição por ALD. E ainda interessante conjunto de apontamentos de funcionalidade, caso do pequeno guarda-chuva guardado em local próprio na porta do condutor ou ainda o funil que ajuda a atestar a água no reservatório do limpa-vidros. Tudo sem esquecer elementos de vanguardismo, como os piscas de efeito dinâmico como parte integrante dos grupos óticos LED ou a ampla digitalização do habitáculo, quer ao nível do original painel de instrumentos (com vários, atraentes e clarividentes cenários de visualização), que na adoção do novo sistema de conectividade com navegação 3D e serviços telemáticos incluídos (aviso de trânsito, obras nas vias, preço dos combustíveis, etc.) em amplo monitor de 9,2’’ e capacidade para armazenamento de 64 Gb de dados.

Do outro lado, o Kia Ceed traz à cabeça desconto de 4550 €, que pode ser ainda acrescido de 1250 € mediante recurso a solução de financiamento no ato da aquisição, com a marca a somar a oferta da primeira anuidade do IUC e a incluir plano de 7 anos de garantia geral – total nos primeiros 3 anos, para depois incluir algumas cláusulas de exceção. Tudo sem que este desconto possa estar ligado a qualquer tipo de desculpa face à qualidade do produto, pois tanto a construção do habitáculo inclui o máximo de rigor no segmento – total ausência de ruídos parasitas – como é bem sentida a robustez geral do produto na forma como isenta os ocupantes em sentir as vibrações ou ruídos à passagem por pisos em mau estado. A unidade Diesel motriz surge como mais uma pedra basilar desta tranquilidade generalizada, com serviço suave e correto nível de insonorização, sem vibrações. Por outro lado, parece não ter os 136 cv anunciados, particularmente face ao desempenho vivo do 1.6 TDI do Skoda, que tem apenas uma sexta velocidade demasiado desmultiplicada, algo que ficou bem evidente no valor da recuperação entre 80 e 120 km/h. Mas será também o escalonamento da caixa a dar uma mãozinha aos contidos valores de consumo, sendo fácil rubricar no computador de bordo valores abaixo dos 5 litros aos 100 km. No Ceed os gastos são igualmente justos, centrados entre 5,5 e 6 l/100 km.

A condução do Skoda Scala resulta sempre mais ligeira e a superior superfície vidrada possibilita melhor visibilidade. A presença de eixo traseiro de arquitetura de torção faz-se sentir por algumas trepidações que chegam até ao habitáculo à passagem por pisos irregulares, e a estabilidade em autoestrada também não alcança os níveis do rival, a que não será alheio o facto da plataforma ser originária do segmento inferior, a MQB A0, onde assenta, entre outros, Seat Arona. As ajudas à condução são outra das fortes apostas da Skoda para o Scala, que nesta completa versão Style soma a presença de aviso de colisão e travagem autónoma de emergência ao assistente ativo de faixa de rodagem, podendo ainda contar com cruise control adaptativo. Aliás, o Scala é o modelo que mais elementos de personalização admite, incluindo as autênticas baquets que compõem o Pack Dynamic ou o tejadilho panorâmico que ajuda a somar originalidade à carroçaria, criando superfície de cor em contraste com a carroçaria.

De interior mais conservador nas formas e menos desafogado (embora tenha mais centímetros em largura no banco traseiro, útil quando necessário aí sentar três ocupantes), mas mais acolhedor e senhor dos melhores acabamentos, a versão TX do Ceed caracteriza-se pelas jantes de 17’’, bancos revestidos num misto de pele e tecido e ainda pelo travão de mão de acionamento elétrico, acima dos elementos que partilha com o Scala, caso do sistema de navegação – mas neste particular, o infoentretenimento da Skoda é bem superior, quer devido ao grafismo, quer na facilidade de interação e navegação entre os vários menus e ainda pela oferta de serviços conectados.

O Skoda Scala será dos poucos capaz de fazer frente aos argumentos mais racionais do campeão da racionalidade, o Kia Ceed, ao oferecer habitáculo muito espaçoso, bagageira generosa, ampla possibilidade de personalização, consumos baixíssimos e plano de manutenção por 4 anos. Mas a política comercial da Kia, com desconto direto de 4550 € alia-se a tantos outros pontos positivos que definem o modelo, caso de elevadíssima qualidade geral, correta insonorização e conforto referencial.