Toyota liderou vendas de veículos eletrificados em Portugal

Em 2020, nenhuma marca vendeu tantos híbridos em Portugal; tecnologia representa 67% das vendas totais de ligeiros de passageiros da Toyota, que avisa a 'sobrevalorização dos elétricos'...

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Por Vitor M. da Silva 13-01-2021 10:30

 

Em Portugal, a Toyota lidera o mercado de veículos eletrificados. De um total de 6223 viaturas ligeiras de passageiros vendidas em 2020, a 4168 viaturas dispunham de tecnologia híbrida.

O campeão de vendas eletrificadas em 2020 foi o Corolla que ultrapassou o crossover C-HR que liderou o caminho em 2019. O Corolla (nas carroçarias Hatchback e Touring Sports e Sedan) foi o modelo híbrido mais vendido da marca com 1548 unidades em 2020, cerca de 91% dos clientes Corolla a optarem pela versão híbrida.

O Presidente e CEO da Toyota Caetano Portugal, SA, afirma mesmo que: “Os híbridos são uma solução amiga do ambiente, com um custo equiparado aos veículos convencionais e que não alteram o estilo de vida dos clientes, uma vez que não necessitam de carregamento externo. O futuro está na massificação da eletrificação, por isso o futuro está nos híbridos.”

'Elétricos são sobrevalorizados', diz CEO da Toyota

Responsável japonês avisa que os defensores da eletrificação desvalorizam a pegada ecológica da produção de energia e aponta o desemprego massivo como uma das consequências diretas da travagem na produção de motores de combustão.

“O atual modelo de negócio da indústria automóvel irá colapsar”, avisou Akio Toyoda, em dezembro, durante a conferência anual da Associação de Construtores Automóveis Japoneses (JAMA), de que é presidente. O executivo usou palavras fortes no rescaldo do anúncio recente do governo japonês com a intenção de travar a comercialização de modelos equipados com motor de combustão interna a partir de 2035.

Toyoda lembrou todos os grandes condicionalismos inerentes à massificação da tecnologia, nomeadamente a obrigação de contar-se com uma infraestrutura a nível mundial para corresponder perante um cenário de eletrificação total. De acordo com o CEO da Toyota, só no Japão seria necessário investir entre 165 e 438 mil milhões de euros só em postos de carregamento.

Akio Toyoda, ainda projetando o futuro elétrico da indústria automóvel, sublinhou que grande parte da eletricidade naquele país é gerada pela queima de carvão e de gás natural, pelo que o aumento do número de automóveis elétricos per si não tem de significar a desejada redução das emissões. “Quantos mais VE nós construímos, pior fica o [o valor emitido de] dióxido de carbono. Quando os políticos andam a dizer ‘vamos acabar com todos os carros que usam gasolina’, será que percebem isso?”, perguntou.

Em declarações ao Wall Street Journal, o n.º1 do gigante japonês explica ainda que uma mudança tão drástica no paradigma da mobilidade irá acarretar a perda certa de milhões de postos de trabalho, uma vez que o processo produtivo dos veículos elétricos é menos exigente.

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