O campeão de vendas eletrificadas em 2020, referência absoluta nos híbridos, a Toyota acredita que os 'elétricos são sobrevalorizados'. Palavras do CEO da marca, Akio Toyoda, que avisou que os defensores da eletrificação desvalorizam a pegada ecológica da produção de energia e aponta o desemprego massivo como uma das consequências diretas da travagem na produção de motores de combustão.
“O atual modelo de negócio da indústria automóvel irá colapsar”, afirmou em dezembro, durante a conferência anual da Associação de Construtores Automóveis Japoneses (JAMA), de que é presidente. O executivo usou palavras fortes no rescaldo do anúncio recente do governo japonês com a intenção de travar a comercialização de modelos equipados com motor de combustão interna a partir de 2035.
Akio Toyoda, projetando o futuro elétrico da indústria automóvel, sublinhou que grande parte da eletricidade naquele país é gerada pela queima de carvão e de gás natural, pelo que o aumento do número de automóveis elétricos per si não tem de significar a desejada redução das emissões. “Quantos mais VE nós construímos, pior fica o [o valor emitido de] dióxido de carbono. Quando os políticos andam a dizer ‘vamos acabar com todos os carros que usam gasolina’, será que percebem isso?”, perguntou.
A ID da Toyota já tem nome
Independente da posição algo contra corrente, a Toyota prepara-se mesmo para lançar o seu primeiro automóvel 100% elétrico, que deverá iniciar ofensiva nova de produto na marca. O novo carro, revelado na imagem ‘teaser’ acima, vai ser conhecido a 19 de abril, e será o primeiro de uma nova família de modelos elétricos, a BZ, acrónimo de Beyond Zero, em referência à motorização de emissões zero.

A Toyota pretende lançar seis novos modelos 100% elétricos durante o próximo ano; três em exclusivo para o mercado europeu.