O Corolla GR Sport, tanto na variante hatchback como Touring Sports, parte dos níveis de equipamento médio ou alto e acrescenta-lhes elementos de estilo único, como uma nova grelha dianteira com acabamento cromado escuro e saias inferiores, frisos laterais e difusor traseiro exclusivos, jantes de liga leve de 18”, vidros traseiros escurecidos, faróis de nevoeiro, faróis de LED e cor exterior em dois tons.

Por dentro, bancos desportivos específicos com apoios laterais em pele, pespontos negros e vermelhos no painel de instrumentos, volante e em torno do seletor da caixa.
Esta nova série especial pode ser articulada exclusivamente com a tecnologia híbrida da Toyota de 1,8 ou 2 litros, sendo que a nossa carrinha estava equipada com a solução de menor cilindrada, uma unidade sobejamente conhecida e que, com a ajudinha elétrica, debita um total de 122 cv. Graças à bateria de iões de lítio, o Corolla híbrido possibilita pequena autonomia em modo puramente elétrico (o qual pode ser forçado pelo condutor através dos modos de condução selecionáveis junto da alavanca da caixa automática). Contudo, é a gestão ótima de todo o módulo híbrido a grande vantagem desta proposta da Toyota, oferecendo consumos muito reduzidos.
Uma das maiores novidades desta nova geração híbrida do compacto japonês relaciona-se com a maior facilidade em arrancar apenas em modo elétrico sem que o condutor seja obrigado a pisar o acelerador com cautela, bem como a possibilidade de conseguir rolar entre os 80 e os 100 km/h com o motor térmico desligado, isto se o terreno não inclinar desfavoravelmente. Desta forma, a verdade é que a mecânica 1.8 a gasolina vai-se desligando com muita frequência, sem que isso seja notado pelo condutor (a não ser que olhe para o conta-rotações a zeros), assegurando consumo médio na casa dos 4,6 l/100 km, sem estar com demasiados paninhos quentes no acelerador. A não ser que rolemos muito em autoestrada, onde é normal que os consumos evoluam para a casa dos 6 litros a cada 100 quilómetros.
As prestações não correspondem à aparência desportiva desta versão, sendo bastante modestas, como se confirma nas medições efetuadas. No entanto, não comprometem uma condução fluida ou até rápida em circuito citadino, onde o constante apoio do binário instantâneo cedido pelo motor elétrico resulta em arranques ou mudanças de ritmo despachadas.
Quanto à condução, está em linha com o que apontámos às prestações, ou seja, permite uma condução fluida e cómoda, mas não convida a curvar a alta velocidade. Não se trata de uma questão de segurança, sendo essa assegurada pela competência do chassis, antes de falta de dinamismo, pois as ligações ao solo privilegiam o conforto e a direção peca por alguma lentidão e grande falta de capacidade comunicativa. Nada de relevante, pois trata-se de carro de índole assumidamente familiar – mesmo que GR Sport...
E nisso, o Corolla cumpre, oferecendo habitáculo espaçoso, sólido e composto por materiais de boa qualidade. Destaque, ainda, para a volumetria da bagageira (598 litros), que tem acesso largo e alto, permitindo fácil arrumação de objetos de maior volume. A chapeleira enrola com um toque e é simples rebater as costas do banco traseiro (60/40), graças às patilhas colocadas nas paredes laterais da mala.
Depois do lançamento do Yaris GR Sport no ano passado, o Corolla é o segundo modelo da Toyota a receber a preparação da Gazoo Racing, que acrescenta diversos detalhes exclusivos de design desportivo ao compacto japonês. Nesta variante Touring Sports equipada com solução híbrida de 122 cv, destaque para os consumos contidos, bem como para os bons níveis de conforto, só penalizados por subida pronunciada do ruído do motor em aceleração forte.