Honda Jazz 1.5 HEV Exclusive

Uma melodia mais suave

TESTE

Por Ricardo Jorge Costa 01-08-2021 07:00

Fotos: Gonçalo Martins

Honda compôs novo Jazz exclusivamente eletrificado, num tom mais calmo, agradável, melhor em quase tudo. Híbrido eficiente e com as qualidades interiores bem apreciadas do antecessor otimizadas. Outra música…

A Honda pretende a eletrificação de toda a gama europeia até 2022. A nova estratégia é iniciada na nova geração do Jazz, que se propõe ao público consumidor exclusivamente com motorização híbrida que associa motor a gasolina de quatro cilindros e 1,5 litros, outro elétrico com uma bateria de muito pequena capacidade a alimentá-lo e ainda um gerador.

A potência máxima do sistema é de 109 cv e este dispõe de três modos operativos, totalmente automáticos, durante a condução: EV Drive (100% elétrico, ativado por defeito no arranque e a baixa solicitação de energia ao motor térmico), Hybrid Drive (unidades gasolina/elétrica em comunhão de esforços, quando a exigência de potência aumenta) e Engine Drive (configuração mais eficiente a velocidades mais altas, quase exclusiva com motor de combustão, em que o elétrico só pontualmente intervém).

O funcionamento híbrido é correto, promove a suavidade e a condução serena – e por consequência a eficiência no consumo de combustível, que poderá manter-se com facilidade abaixo da fasquia de 5 litros/100 km médios - e confere performances satisfatórias ao veículo, disponibilizando boa elasticidade e velocidades de cruzeiro altas sustentadas. Nas acelerações mais fortes, o desempenho peculiar da caixa automática e-CVT de velocidade única pode tornar- -se mais incómodo, pelo arrasto e o aumento de sonoridade que provoca ao motor térmico.

Este é apenas mais um argumento para o privilégio à moderação da condução do veículo, que se estende à dinâmica proporcionada pelo chassis, não especialmente ágil em curva e mudanças de direção, mas sem beliscar a estabilidade e a segurança. A direção é bem assistida e os travões competentes.

Por dentro

O interior do novo Jazz é muito espaçoso e prático, à imagem do modelo antecessor, mas modernizou-se e está mais aprazível. Os bancos dianteiros têm uma nova estrutura e o estofo mais denso, e nos posteriores o forro mais espesso 24 mm. A posição do pedal do travão foi reajustada para facilitar o movimento do pé e a regulação do volante permite erguê-lo mais 2 graus e o seu curso em profundidade foi aumentado.

Destas correções resulta uma posição de condução confortável e correta, sobre-elevada, propiciando maior flexão das pernas (aqui ressalvando-se os que preferem sentar-se mais baixo ao volante), e uma visibilidade ótima para a frente, beneficiando das amplas dimensões do para-brisas e da janela das portas dianteiras e dos pilares anexos serem muito estreitos. Para a retaguarda, pelo contrário, o campo de visão estreita-se sobremaneira, sugerindo-se o recurso ao auxílio dos sensores de estacionamento, parte do equipamento de série.

O espaço a bordo é generoso, sobrando quase sempre em todas as cotas habitáveis, em todos os lugares, e até a passageiros de maior estatura.

Ao invés, a bagageira perde significativos 50 litros para a do modelo substituído, com 304 litros de capacidade (VDA). No entanto, a utilização é facilitada pelo acesso a baixa altura do solo (62 cm) e as formas regulares do compartimento. Acrescenta-se um pequeno compartimento em alçapão que pode ser útil para guardar pequenos objetos. Rebatendo os bancos traseiros, o volume de carga aumenta para 1205 litros e a superfície resultante é quase plana. O Jazz mantém o seu peculiar sistema de elevação dos assentos dos bancos traseiros, para posição vertical (como os de cinema), permitindo transportar objetos altos… em pé.

Ainda no interior, a instrumentação é igualmente nova, agora exibida num ecrã digital de sete polegadas (de série em todas as versões) e o sistema de infoentretenimento foi modernizado e projetado num monitor tátil de nove polegadas. A tecnologia Honda Connect dispõe de funcionalidades como ponto de acesso Wi-Fi, compatibilidade com sistemas CarPlay e Android Auto ou reconhecimento de instruções por voz.

O Honda Jazz teve sempre argumentos de cariz prático (espaço e versatilidade) quase imbatíveis perante a concorrência, mas o preço (e também o design, arrisque-se) foi um obstáculo. Ambos perduram na nova geração do modelo. Melhor em (quase) tudo do que o antecessor, o Jazz custa igualmente mais (cerca de 1500 € em média para versões comparáveis) do que os rivais diretos híbridos, Toyota Yaris e Renault Clio.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

HONDA JAZZ

1.5 HEV Exclusive

Motor térmico
Arquitetura 4 cilindros em linha
Capacidade 1498 cc
Alimentação Injeção direta
Distribuição 2 a.c.c./16 v
Potência 98 cv/5500-6400 rpm
Binário 131 Nm/4500-5000 rpm
Motor elétrico
Tipo -
Potência 109 cv (80 kW)
Binário 253 Nm
Bateria Iões de lítio
Capacidade da bateria
Módulo Híbrido
Potência 109 cv
Binário 253 Nm
Transmissão
Tração Dianteira
Caixa de velocidades Automática de 1 velocidade
Chassis
Suspensão F Ind. McPherson
Suspensão T Eixo de torção
Travões F/T Discos ventilados/Discos
Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,1 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 4,044/1,694/1,526 m
Distância entre eixos 2,517m
Mala 304-1205 litros
Depósito de combustível 40 litros
Pneus F 6jx16-185/55 R16
Pneus T 6jx16-185/55 R16
Peso 1228 kg
Relação peso/potência 11,26 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 175 km/h
Acel. 0-100 km/h 9,5 s
Consumo médio 4,6 l/100 km
Emissões de CO2 104 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica 7 anos sem limite de km
Pintura/Corrosão 3/12 anos
Intervalos entre revisões 20000 km
Imposto de circulação (IUC) 137,14 €

Medições

HONDA

Acelerações
0-50 km/h 3,3 s
0-100 / 130 km/h 9,5/16,5 s
0-400 / 0-1000 m 16,9/31,8 s
Recuperações
40-80 km/h (D) 4,5 s
60-100 km/h (D) 5,6 s
80-120 km/h (D) 7,3 s
Travagem
100-0/50-0km/h 39 / 9,6 m
Consumos
Consumo médio 4,7 l/100km
Autonomia 851 km

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