Mercedes EQC

O formato e a tecnologia

Apresentação

Por José Caetano 14-10-2018 13:00

É o início do contra-ataque da indústria automóvel europeia ao sucesso da Tesla Inc., o nome novo da marca norte-americana fundada por Elon Musk em 2003! Atualmente, a empresa sedeada em Palo Alto, na Califórnia, nos EUA, desfruta do estatuto de referência na promoção da eletromobilidade, que alimenta o processo de expansão veloz tanto da capacidade de produção, ainda muito limitada, o que condicionou o lançamento do Model 3, modelo posicionado abaixo dos Model S e Model X, como da gama e da rede exclusiva de supercarregadores de baterias. A Daimler introduziu submarca da Mercedes-Benz, a EQ, que criou, propositadamente, para a comercialização de elétricos. O primeiro, o C, ficará disponível durante o 2.º semestre de 2019, mas os alemães são muitíssimo mais ambiciosos e, cumprindo a promessa, até 2022, contarão com produtos específicos em todos os segmentos (relevantes). Na rampa de lançamento, depois do EQC, EQA e EQS.


O consórcio Daimler, apresentando-se tanto como herdeiro do inventor do automóvel, como na qualidade de pioneiro na democratização da eletromobilidade, expressa-nos, de forma indireta, a ambição do programa EQ. O «C» produzir-se-á na fábrica de Bremen, na Alemanha, infraestrutura responsável, também, pela montagem quer do Classe C (W205), quer do GLC, dois modelos baseados na Modular Rear Architecture (MRA). Esta plataforma, no caso da berlina do segmento médio que mantém o título de best-seller da marca da estrela, combina aço ultrarresistente e alumínios, o que permitiu redução significativa no peso, na comparação com o W204 de 2007 (até menos 100 kg, na comparação direta com o antecessor). E, assim, simultaneamente, progressos na economia de combustível (o que significa redução das emissões de escape), na dinâmica e nas performances.


O EQC assenta em plataforma preparada para as exigências específicas de modelo com propulsão elétrica, sem mecânica de combustão interna posicionado sob o capot dianteiro e motores elétricos alimentados por bateria de iões de lítio (células fabricadas pelo consórcio industrial ACCUmotive, em Kamenz (Dresden), na Alemanha. O sistema dispõe de garantia de oito anos ou 160.00 km e, de acordo com o protocolo de homologação NEDC, em desuso, permite mais de 450 km de condução entre recargas. A Mercedes propõe Wallbox que permite recarregamentos mais rápidos do que em tomadas domésticas (a operação, com 11 a 22 kWh, demora entre 10 a 12 horas), mas existe a hipótese de ligação a ficha rápida, capaz de 110 kWh, para 80% de carga em somente 40 minutos.


Dinâmica e ‘performances’ 


O EQC não tem só a tecnologia de propulsão do futuro (elétrica). Para garantia do êxito comercial do modelo e da submarca, a Daimler socorreu-se do formato da moda: Sport Utility Vehicle (SUV). O automóvel com lançamento na Europa confirmado para o 2.º semestre de 2019 é maior do que o GLC (respetivamente, 4,761 m e 4,769 m de comprimento), mas a distância entre eixos de 2,873 m mantém-se. E, assim, teoricamente, habitabilidade e capacidade de carga competitivas. Os alemães não revelam quaisquer números para a primeira, mas anunciam a capacidade da mala, na configuração normal: 500 litros. No SUV do segmento médio (D), 550 litros. Rebatendo-se os encostos dos bancos posteriores, o volume máximo é de 1600 litros.


O EQC tem tecnologia Mercedes-Benz da cabeça aos pés, incluindo no chassis, vide as suspensões com amortecimento pneumático e as assistências eletrónicas à condução que otimizam a segurança ativa. Combinados, os motores elétricos rendem 300 kW/408 cv e 765 Nm… Estes números explicam os 5,1 s reivindicados para o 0-100 km/h, independentemente dos 2425 kg de automóvel (650 kg devem-se à bateria). A versão AMG 43 do GLC, com V6 3.0 biturbo de 367 cv e 1865 kg, não é muito mais rápida, com o anúncio de 4,9 s na mesma aceleração. A velocidade máxima, para proteção da autonomia, calcanhar de Aquiles dos automóveis elétricos, apresenta-se limitada a apenas 180 km/h.


Finalmente, dois níveis equipamentos (Electric Art, AMG Line), cinco modos de condução (Comfort, Eco, MAX Range, Sport e Individual) e cinco programas de recuperação da energia nas desacelerações/travagens (selecionados em patilhas no volante).

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