Mercedes-AMG GT 63 S 4Matic+ Coupé 4 portas

Luzes, câmaras, muita ação!

Apresentação

Por José Caetano 16-11-2018 11:00

Na história da AMG, capítulo novo, com o lançamento do 3.º automóvel desenvolvido, da cabeça aos pés, pelos engenheiros da marca fundada em 1967, originalmente para a preparação dos modelos fabricados pela marca da estrela. A Daimler absorveu-a em 1999, porventura antecipando o crescimento da procura de personalização e potência, mas o consórcio de Estugarda tornou-se proprietário de 100% do capital do fabricante de Affalterbach apenas em 2005. Em 2010, concretização de sonho, com a entrada em cena do SLS, o primeiro desportivo planeado intramuros. O GT sucedeu-lhe em 2015 e, agora, ao coupé e ao roadster, soma-se berlina com 5 portas – 4, descontando o portão para acesso ao compartimento de carga – e 4 ou 5 lugares.

A carroçaria nova da família GT assenta na mesma base do CLS, a plataforma MRA, mas é muito maior do que o coupé tanto em comprimento (50,8 cm), como entre eixos (32,1 cm). A arquitetura também evoluiu, mantendo-se a posição dianteira-central do(s) motor(es), mas não a tração traseira. O «4 portas» produz-se apenas com a tecnologia 4Matic+ de quatro rodas motrizes. No lançamento no nosso País, marcado para novembro, duas versões V8, com 585 cv e 639 cv (respetivamente, 63 e 63 S). No 1.º trimestre de 2019, duas propostas novas, ambas com mecânicas de 6 cilindros em linha, com 367 cv (43) e 435 cv (53). Nestes modelos, de série, EQ-Boost (ver caixa).

A Mercedes-AMG proporcionou(-nos) o primeiro contacto com o GT Coupé 4 Portas em Austin, no Texas (EUA), onde desfrutámos de condições ótimas para experimentar este automóvel.

Superdesportivo

As versões 63 partilham o V8 4.0 montado noutros Mercedes-AMG. A mecânica tem injeção direta, dois turbos posicionados entre as bancadas de cilindros, com quatro a desativarem-se quando conduzimos de forma relaxada, não pressionando o pedal do acelerador, com o objetivo de reduzir o consumo (o sistema funciona entre as 1000 e as 3250 rpm). Os GT Coupé 4 Portas, independentemente do motor, têm caixas automáticas de 9 velocidades com programas manuais ativados em patilhas no volante e quatro rodas motrizes, mas os sistemas não são todos iguais. Por exemplo, na versão de topo, entre os equipamentos de série, autoblocante traseiro eletrónico ou controlo de tração com função «Drift», ativando o programa de condução «Race». No primeiro, aderência otimizada em todas as situações, maior capacidade de aceleração nas saídas das curvas, qualidades confirmadas no Circuito das Américas. No segundo, solta-se a traseira para derrapagens excitantes – ótimas para as fotografias.

Existem seis modos de condução: Individual, Slippery, Comfort, Sport, Sport+ e Race. O seletor do AMG Dynamic Select encontra-se na consola entre os bancos, com desenho inspirado na arquitetura dos motores V8, onde encontramos, igualmente, comandos para mudar a atuação de diversos sistemas, como a firmeza do amortecimento (AMG Ride Control+), a rapidez de funcionamento da caixa e a sonoridade do escape. No 63 S, volante novo, multifunções, com comandos à direita e à esquerda para regulação do funcionamento dos mesmos programas. Uma redundância… Finalmente, direção ativa no eixo traseiro – até 100 km/h, para aumento da agilidade, simula-se redução da distância entre eixos com as rodas posteriores a girarem na direção contrária das anteriores; acima dos 100 km/h, as quatros giram na mesma direção e a distância entre eixos aumenta, ainda que só de forma virtual garantindo-se, assim, aumento da estabilidade a alta velocidade.

A aerodinâmica ativa atua com o mesmo objetivo. E, entre os componentes do pacote, aileron posterior retrátil que assume cinco posições, automaticamente, em função das características da condução e das exigências-necessidades momentâneas. Traduzindo: circulando-se a alta velocidade, resistência mínima; em curva, privilégio à concessão de apoio ao eixo traseiro. Em opção, Pack Aerodinâmico AMG (4600 €) com asa estática, como no GT R (a troco de 4000 €, é em fibra de carbono).

Tudo combinado, comportamento dinâmico formidável para automóvel com mais de 5 metros: é-o na agilidade, na estabilidade, na precisão e na previsibilidade de reações – pressionando-se ou aliviando-se o acelerador, geram-se transferências de massa desequilibradoras, mas o GT Coupé 4 Portas perde a compostura apenas depois de transpostos os limites da aderência e do bom-senso! A direção é rápida e direta e os travões potentes e resistentes à fadiga, qualidades que sublinhamos.

EQ-Boost apenas nos 6 cilindros

No 63 S, motor V8 4.0 biturbo explosivo tanto em aceleração, como em recuperação, quer no modo manual ativado de forma sequencial em patilhas próximo do volante, quer no automático. O 43 e o 53 partilham 6 cilindros em linha menos frenético, é verdade, mas a resposta da mecânica que combina injeção direta e sistema de sobrealimentação que associa turbo a compressor elétrico, não impressiona menos. Tanto na variante com 367 cv, como no 3 litros mais potente, com 435 cv, apoio de máquina elétrica alimentada por uma rede de 48V, que complementa a de 12V.

A tecnología EQ-Boost integra motor que atua como alternador ou gerador, em função do momento da condução e produz suplemento energético de 22 cv/250 Nm que elimina problema comum nas mecânicas sobrealimentadas, o turbolag. Consequentemente, se pressionarmos o acelerador, o 6 cilindros reage de forma quase instantânea, atuação que melhora as performances e o conforto na condução, qualidades que confirmámos nas autoestradas e nas estradas do Texas, com polícias demasiado vigilantes a recomendarem-nos cautela na condução.

Todos os GT Coupé 4 Portas apresentam configurações de 2+2 lugares, independentemente do número de cilindros dos motores. Os bancos posteriores são individuais e têm desenho desportivo, como os dianteiros, diferenciando-os, porém, as hipóteses de regulações e a qualidade dos apoios, maiores e melhores à frente do que atrás. Existe versão com 2+2 lugares mais luxuosa e sofisticada, com consola ao centro, que integra ecrã tátil para visualização de diversas informações de bordo, incluindo sobre a dinâmica do automóvel (3500 €) e, ainda, a possibilidade de instalação de 3.º banco central atrás e sistema de rebatimento dos encostos posteriores (850 €).

Nos V8, de série (o equipamento dos 6 cilindros conhecer-se-á apenas no início de 2019), Cockpit Panorâmico, com dois monitores digitais lado a lado. O da esquerda, o da instrumentação, permite a reconfiguração da apresentação (três propostas: Classic, Sport, Supersport). O da direita é o do info-entretenimento.

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Ficha Técnica

Caracteristicas

MERCEDES AMG

GT 53 4Matic+ Coupé

Motor
Arquitetura 6 cilindros em linha
Capacidade 2999 cc
Alimentação Inj. direta, Turbo, Compressor, Intercooler
Distribuição 2 a.c.c./24v
Potência 435 cv/6100 rpm (+22 cv)
Binário 520 Nm/1800-5800 rpm (+250 Nm)
Transmissão
Tração Integral permanente
Caixa de velocidades Automática de 9 velocidades
Chassis
Suspensão F Ind. 4 braços
Suspensão T Ind. multibraços
Travões F/T Discos ventilados-perfurados (360 mm)
Direção/Diâmetro de viragem Electro-hidráulica/12,6 m
Dimensões e Capacidades
Compr./Largura/Altura 5,054/1,871/1,455 m
Distância entre eixos 2,951m
Mala 456 litros
Depósito de combustível 66 litros
Pneus F 9,5jx19-255/45 R19
Pneus T 11jx19-285/40 R19
Peso 1970 kg
Relação peso/potência 4,52 kg/cv
Prestações e consumos oficiais
Vel. máxima 285 km/h
Acel. 0-100 km/h 4,5 s
Consumo médio 9,4 l/100 km
Emissões de CO2 215 g/km
Garantias/Manutenção
Mecânica -
Pintura/Corrosão -
Intervalos entre revisões -
Imposto de circulação (IUC) -

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