Primeiro PHEV na Citroën

No C5 Aircross Hybrid, 1.6 PureTech 'apoiado' por máquina elétrica. O sistema permite até 55 km de condução sem emissões de escape e consumo médio de 1,4 l/100 km

Apresentação

Por José Caetano 05-10-2020 17:00

A Citroën compromete-se com o lançamento de seis automóveis eletrificados nos próximos seis meses de forma a satisfazer o crescimento exponencial da procura de energias alternativas, nomeadamente das tecnologias BEV, HEV, MHEV e PHEV. O programa arranca com a introdução da versão Hybrid do C5 Aircross, que desfruta do sistema híbrido Plug-In que PSA também propõe nas marcas DS, Opel e Peugeot. O modelo apresenta-se no mercado nacional com dois níveis de equipamento, Feel Pack e Shine, respetivamente, por 44.147 € e 46.347 €.

 

Posicionado no topo da gama, acima das versões térmicas 1.2 PureTech (130 cv), 1.5 BlueHDi (130 cv) e 2.0 BlueHDi (180 cv), o Hybrid com 225 cv aumenta o potencial de atração de gama muitíssimo bem-sucedida comercialmente. Provam-no os 250.000 exemplares entregues pela Citroën desde o lançamento do Sport Utility Vehicle (SUV) compacto, em 2017, que é o 2.º automóvel mais vendido pela marca do double chevron no mercado europeu (em Portugal, 4,5% de quota de mercado num segmento que tem o Nissan Qashqai e o Peugeot 3008 como referências). Melhor, no número de matrículas, apenas o C3.

 

No Hybrid, manutenção das características mais importantes do C5 Aircross, somando-se ao conforto (muito) acima da média, a imagem de marca dos Citröen, dos antigos e dos novos, a funcionalidade e a modularidade de habitáculo com três lugares traseiros individuais, todos iguais nas dimensões e reguláveis longitudinalmente (avançam ou recuam até 15 cm), e muitos locais para arrumações ou a volume excecional da mala com 470 a 600 litros, na configuração normal do compartimento – capacidade dependente da posição dos bancos. Rebatendo os encostos posteriores, armazém de carga com 1510 litros. Nas versões térmicas (gasolina e gasóleo), bagageira com mais 120 litros.

 

No sistema híbrido, 1.6 PureTech a gasolina (180 cv), motor elétrico de 80 kW (110 cv) alimentado por bateria de iões de lítio com 13,2 kWh de capacidade e caixa automática de 8 velocidades que a Citroën também eletrificou (por isso chama-se e-EAT8). De série, o C5 Aircross Hybrid apresenta-se equipado com um carregador de 3,7 kW, que permite recuperar 100% da energia em 7 horas, ligando-a a tomada doméstica capaz de uma potência máxima de 2,4 kW. Instalando-se a Wallbox de 7,4 kW oferecida pela marca francesa aos clientes particulares, operação muito mais rápida (apenas 2 horas).

 

De acordo com a Citroën, a versão nova do SUV, que tem tração apenas às rodas dianteiras, acelera de 0 a 100 km/h em 8,9, é capaz de 225 km/h de velocidade. Complementarmente, adotando-se o protocolo de homologação mais moderno (WLTP), o Hybrid consome só 1,4 l/100 km, o que corresponde a 32g/km de média de emissões de CO2, esgotando-se os 55 km do modo de condução 100% elétrico. São números interessantíssimos, sobretudo sabendo-se que a maioria dos proprietários de automóveis da marca francesa conduz menos de 40 km por dia…

 

 

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ComePita
06-10-2020 14:19

O segundo problema, é o preço alto dos carros. Paga-se o valor normal do carro a combustão mais a vertente elétrica. Fica bem mais caro e o retorno do investimento é bem menos evidente em períodos aceitáveis.

ComePita
06-10-2020 14:17

O problema com os híbridos é a verdadeira aldrabice dos consumos - todos os que aparecem referem-se aos primeiros 100km de utilização com bateria cheia. Sem bateria, a gasolina e o peso das baterias leva estes consumos para valores mt altos .

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