Mundial de Ralis decide-se em Monza

Em Itália, atribuem-se todos os títulos de 2020. No WRC, Elfyn Evans e Hyundai, na ‘pole position’

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Por José Caetano 03-12-2020 15:05

A 48.ª edição do WRC, campeonato introduzido pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) em 1973, decide-se entre hoje e domingo, no Rali Monza, que pontua pela 1.ª vez para o Mundial, beneficiando da reestruturação integral do calendário determinada pel pandemia da COVID-19. A temporada tinha 14 etapas, originalmente, mas completar-se-á com oito. Na categoria principal, Elfyn Evans (Toyota) comanda a corrida ao título, com 111 pontos, mais 14 do que o companheiro de equipa, Sébastien Ogier. O primeiro nunca ganhou o título, o segundo venceu-o por seis vezes, de forma consecutiva, entre 2013 e 2018, e é o segundo piloto mais bem-sucedido na história da competição, atrás do compatriota Sébastien Loeb, o campeão de 2004 a 2012.

 

Em Monza, há um máximo de 30 pontos para distribuir – 25 para o vencedor do rali, 5 para o primeiro na Power Stage, classificativa com 14,97 km que coloca ponto final na prova com 16 especiais e 513,83 km, mas apenas 272,69 km ao cronómetro, muitos no interior do complexo do Autódromo Nacional de Monza, o Templo da Velocidade! No campeonato de 2020, Evans, em Toyota Yaris WRC, conta com duas vitórias (Suécia e Turquia), enquanto Ogier, também em Toyota Yaris WRC, ganhou apenas no México. A prova no lado de lá do Atlântico aconteceu em março e foi amputada da última etapa, para regresso antecipado das equipas aos países de origem, no início da primeira vaga da pandemia.

 

Em Monza, hoje, início da ação para os inscritos no WRC, WRC2, WRC3 e JWRC. No circuito de Monza, depois do ‘shakedown’ matinal com 4 km de extensão, especial com 4,33 km. A etapa mais longa do rali realizar-se-á amanhã, com cinco especiais e 126,95 km ao cronómetro. Esta edição é a 41.ª de prova que tem nomes sonantes no quadro de honra: entre os vencedores da competição organizada desde 1978 encontram-se, entre outros, o ás do motociclismo de velocidade Valentino Rossi, primeiro em 2006 e 2007, nas duas vezes ao volante de um Ford Focus RS WRC!

 

Evans pode tornar-se o primeiro britânico a ganhar o Mundial de Ralis em (quase) duas décadas. Vencendo-o, será apenas o terceiro piloto do Reino Unido a consegui-lo, após Colin McRae (1995) e Richard Burns (2001). Entre os construtores, Hyundai no topo da classificação, com 208 pontos, apenas mais sete do que a Toyota. A primeira sagrou-se campeã em 2019, à boleia do título do estónio Ott Tänak, apenas 4.º no campeonato de 2020, com 83 pontos. Já a segunda pretende recuperar o que venceu em 2018 e perdeu o ano passado.

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