Governo italiano quer manter motores de combustão

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Por AUTO FOCO 08-09-2021 12:29

O fim dos carros a combustão na Europa está agendado para 2035. Foi essa a data-limite proposta pela Comissão Europeia – que se encontra ainda em fase de aprovação e de aceitação pelos países membros da União Europeia – para a extinção de carros a combustão, mas já começaram os pedidos de exceção…

A Itália, berço da Ferrari, Maserati, Lamborghini, entre outros, pretende que as ações da CE sejam mais brandas ou que desobriguem alguns fabricantes de superdesportivos. O pedido surgiu pela voz de Roberto Cingolani, ministro italiano da transição ecológica da Itália, numa entrevista à Bloomberg.

Cingolani confirmou que há conversações com a Comissão da União Europeia sobre como as novas regras de proibição de motores a combustão serão aplicadas a fabricantes de supercarros, que produzem um volume reduzido de veículos face aos fabricantes tradicionais, que contam com uma produção em muito maior escala.

«Este tipo de automóveis [superdesportivos] precisam de uma tecnologia muito especial e de baterias para a transição», argumentou Cingolani.

Um dos argumentos para a isenção seria ainda o facto de as marcas de supercarros serem fabricantes de nicho, o que via de regra se traduz num orçamento menor em relação aos fabricantes tradicionais.

Curiosamente, em agosto a Ferrari declarou que não terá problemas com a proposta de proibição de motores a combustão em 2035, tendo anunciado até a apresentação do seu primeiro carro 100% elétrico em 2025.

Já a Lamborghini, do Grupo Volkswagen, vai transformar toda a sua gama de superdesportivos em modelos híbridos. O seu primeiro carro 100% elétrico chegará depois de 2025.

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