Um bom estado de conservação e fiabilidade de um automóvel usado dependem obviamente de vários fatores, em que se incluem, obviamente, a tipo de utilização e a qualidade da manutenção a que foi sujeito. Contudo, há tendências que podem ser medidas com estudos como aquele que a ADAC realizada anualmente, com recurso aos dados recolhidos sobre as avarias mais frequentes nos automóveis mais representativos do mercado alemão.
Para a realização do novo ranking de fiabilidade desta entidade independente alemã foram considerados automóveis com pelo menos 10.000 unidades matriculadas, entre 2011 e 2018.
A amostra compreendeu 109 modelos de 25 marcas diferentes que, em 2020, sofreram 3,4 milhões de avarias, uma diminuição de 10% face ao ano anterior, consequência direta dos efeitos da pandemia.
Sem surpresa, os confinamentos estão, precisamente, na origem da avaria mais frequente nos últimos 12 meses: falhas de bateria. Os longos períodos de imobilização provocaram numerosas descargas e avarias relacionadas com este componente vital, que representa até 46,3% do total de incidências.
A avarias relacionadas com o motor e a sua gestão eletrónica representaram 15,9% do total de queixas; as falhas no motor de arranque completam o pódio das avarias mais frequentes, com 10% do total.
E os menos fiáveis são…
Assim, com base no relatório das avarias de cada modelo, a ADAC conseguiu estabelecer o ranking dos automóveis menos fiáveis do mercado atual de segunda mão, arrumando-os por segmentos:
Utilitários
1.smart forfour de 2015 a 2018
2.smart fortwo de 2015 a 2016
3.FIAT Panda de 2011
4.FIAT 500 de 2015
Segmento B
1.Hyundai i20 de 2011 a 2014
2.Opel Meriva de 2017
3.Renault Clio de 2014 a 2015
4.Peugeot 207 de 2012
5.Peugeot 208 de 2012
Segmento C
1.KIA Ceed de 2011 a 2013
2.Peugeot 308 de 2011 a 2012
3.KIA Sportage de 2011
4.Renault Scenic de 2015
5.Renault Kangoo de 2016 a 2018
6.Nissan Qashqai de 2017 a 2018
Segmento D
1.SEAT Alhambra de 2013 a 2015
2.Volkswagen Sharan de 2012 a 2014
3.Ford S-Max de 2016 a 2017
4.Opel Insignia de 2015 a 2016
Habituadas a ocupar os lugares de destaque em vários estudos de fiabilidade, Kia e Hyundai não são marcas favorecidas neste ranking.
No estudo da ADAC, o Kia Cee’d de 2011 é o veículo com imagem de fiabilidade mais debilitada, registando uma frequência de avaria de 52,7 por mil carros. Entre as falhas mais comuns reportadas neste modelo estão os problemas de bateria de arranque, motor de arranque, bomba de combustível e sistema distribuição.
O Hyundai i20 é o segundo deste ranking global, com muitos casos relacionados com as velas de ignição. Também os Seat Alhambra e Volkswagen Sharan aparecem na lista dos modelos mais problemáticos, com problemas frequentes no sistema de injeção de AdBlue.
Smart forfour, Opel Insignia, Nissan Qashqai, Ford S-Max e Renault Kangoo são dos mais afetados por falhas de bateria.
Dacia Sandero com 5 anos? Bom negócio!
No campo oposto, os modelos com até 10 anos que são exemplo de fiabilidade, pelo número baixo de ocorrências registadas nos últimos 12 meses são:
BMW X3 de 2018
Suzuki Swift de 2018
Volkswagen Polo de 2018
MINI de 2018
Seat Ibiza de 2018
BMW Serie 4 de 2018
Mercedes GLC de 2018
BMW Serie 5 de 2018
Mercedes Clase E de 2018
Audi A3 de 2018
BMW Serie 1 de 2018
KIA Sportage de 2018
Audi A4 de 2018
Renault Captur de 2018
Audi Q5 de 2018
BMW Serie 3 de 2018
BMW X1 de 2018
Volvo XC60 de 2018
BMW Serie 2 de 2018
Mazda CX-5 de 2018
Sem surpresa, são os modelos mais recentes do estudo que ocupam os lugares cimeiros na tabela da fiabilidade (a amostra reúne carros com idades entre os 3 e os 10 anos). Mas entre os carros com mais de cinco anos, a ADAC destaca as boas performances dos BMW Série 1 e 3, Audi A3 e A4, Ford Fiesta e Dacia Sandero.