O Delta da 4.ª geração será elétrico e com posicionamento 'premium'. Quem acaba de o confirmar é Luca Napolitano, CEO da Lancia, garantindo também que o vindouro modelo será “um carro emocionante, um manifesto de tecnologia e progresso”.
No ambicioso plano da Stellantis, com o português Carlos Tavares a liderar as operações, a recuperação da italiana Lancia passa pelo reposicionamento da marca como fabricante de automóveis com posicionamento mais elitista, alinhada com a Alfa Romeo e a DS… E 100% eletrificada!
No calendário, três novos modelos movidos exclusivamente a baterias previstos entre 2024 e 2027, um modelo de segmento B para substituir o incansável Ypsilon (o único modelo ainda no ativo), a reedição do Musa, agora como crossover também na categoria dos utilitários, e o novo Delta.
O compacto mítico do segmento C regressará com assinatura do designer Jean-Pierre Ploué, de linhas vincadamente retro, possivelmente a remeter para primeiro Delta de Giugiaro em 1979. O mistério reside no formato da carroçaria, não se conhecendo ainda se é para manter a configuração de berlina tradicional.
O novo Lancia Delta não usará a plataforma EMP2 do Peugeot 308 e Opel Astra, mas a nova STLA Medium para elétricos dos segmentos C e D), a permitir já autonomias até 700 km, com uma bateria de 87 kWh de capacidade. Esta base admite todas as configurações de tração dianteira, traseira e integral com potências até aos 245 cv.
Concebido em 1979 por Giorgio Guigiaro, sobre a plataforma do Fiat Ritmo, o Lancia Delta marcou uma era, e também no desporto automóvel onde o icónico e saudoso Integrale foi elevada ao estatuto de carro de culto. As imagens (não oficial) no topo, de Sebastiano Ciarcia, designer sem qualquer ligação profissional à marca, homenageia o ícone.