«Tenho de comprar casa em Portugal»

Rali de Portugal

Por José Caetano 20-05-2022 10:07

Fotos: D.R.

Aos 48 anos, Sébastien Loeb é o piloto mais bem-sucedido do WRC, campeonato a comemorar 50 anos na edição 55 do Rali de Portugal. Ao volante de um Ford Puma, um dos 12 Rally1 de motorizações híbridas nesta ronda 4 do Mundial, compete em solo nacional pela sétima vez. Antes da partida em Coimbra A BOLA conversou com o francês em Matosinhos.

- No início do mês, no Circuito de Portimão, estreou-se no campeonato alemão de turismos (DTM). Agora, está de volta ao País para participar pela segunda vez no WRC de 2022…
- É verdade, tenho de comprar uma casa em Portugal!

- Venceu o Monte Carlo, no arranque do campeonato, na estreia dos Rally1 e com o Puma e a M-Sport Ford. Qual é o objetivo para esta ronda do WRC?
- Sinceramente, não sei o que posso esperar. Sou ambicioso, claro, gosto de ganhar, mas testámos apenas um dia e é o primeiro rali de terra com o Puma. E, claro, falta-me o ritmo de competir, de forma regular, no Mundial. Espero ganhá-lo depressa, depois do início da prova, mas a quarta posição no campeonato penaliza-nos no primeiro dia, por colocar-nos entre as primeiras equipas na estrada.

- Ainda no Monte Carlo, logo após o primeiro contacto com o Puma, disse-se espantado com a adaptação e a condução. Aqui, teve a mesma sensação depois dos primeiros quilómetros ao volante do Ford?
- Não. Demorei mais tempo a adaptar-me, mas a terra é diferente do asfalto. Mas a verdade é que tinha vontade de competir com o novo Rally1 neste tipo de superfície.

- Esta geração nova de automóveis é diferente da anterior…
- Muito! O funcionamento do sistema híbrido é automático, mas o nível de potência que gera obrigou a uma adaptação da condução. Controlamos tudo com o acelerador… Veremos se estamos tão bem em Portugal como estivemos no Monte Carlo. Neste rali, o arranque é determinante: fazendo bem o primeiro dia, tenho uma posição melhor na estrada no segundo! Conseguindo-o, a hipótese de sucesso é maior.

- A concorrência é poderosa. Como antecipa este rali?
- Sim, todos os nomes estão aqui! Até o Ogier… Lutar-se-á muito pela vitória. Sempre gostei da prova, mas a verdade é que participei em mais edições no Algarve do que nesta região, que conheço menos bem. Estive aqui pela última vez em 2019, com a Hyundai. Os percursos são divertidos, excitantes. Sinto-me sempre muito bem em Portugal, um país com pessoas que adoram ralis.

- Você e o Ogier participam apenas nalguns ralis do Mundial de 2022, mas estiveram no Monte Carlo, reencontram-se em Portugal… Já combinaram a próxima prova?!
- Não, não conversámos sobre isso! É uma coincidência, talvez por ambos gostarmos das duas provas e termos as datas livres nas nossas agendas.
 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa ou na edição digital de A BOLA 
 

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