Do Eco ao GSi: Opel Corsa B faz 30 anos

Reportagem

Por AUTO FOCO 18-07-2023 15:26

Durante vários anos, o Kadett foi o Opel mais acessível, motorizando muitas famílias na Europa. Mas foi crescendo de tamanho e de preço, abrindo espaço a um modelo mais pequeno. Em setembro de 1982, o Corsa foi mostrado ao público, surpreendendo quem via na Opel um fabricante de carros maiores. Mas a entrada da marca no segmento dos utilitários não podia continuar a ser adiada, tendo em conta o crescimento das vendas e o potencial de lucro.

O Corsa A (a Opel definiu sempre as gerações com letra, por ordem alfabética) surpreendeu pelo desenho, com linhas bem vincadas e guarda-lamas alargados, mas em tudo o resto o estreante modelo era muito racional. Um sucesso que não desacelerou com a chegada da segunda geração, em 1993, há exatamente 30 anos!

O Corsa B representou um passo em frente nas áreas do design exclusivo e da segurança, iniciando uma nova era como o primeiro Corsa “made in Eisenach”.

Fim ao visual ‘quadradão’

Os designers liderados por Hideo Kodama decidiram arriscar na conceção do sucessor do primeiro Corsa. Apesar do grande sucesso do angular Corsa A, foi tomada a decisão, em Rüsselsheim, de tornar o Corsa B mais apelativo para o público feminino.

Assim, Kodama deitou mãos à obra e concebeu um Corsa muito mais arredondado e harmonioso, cujos faróis pareciam grandes olhos. As formas suaves e arredondadas foram inspiradas no concept car Junior, que tinha causado furor alguns anos antes. Mas os contornos harmoniosos e fluidos também tinham um efeito prático: melhoravam a aerodinâmica e, por conseguinte, reduziam o consumo de combustível.

Também ficou notória a diferença de design entre as versões de três e cinco portas. Os designers criaram praticamente dois modelos “diferentes”, com o seu próprio carácter. Deram ao modelo de três portas uma silhueta desportiva com uma traseira tipo coupé, enquanto o modelo de cinco portas era a variante “familiar” com um portão traseiro mais vertical. A secção traseira do habitáculo oferecia mais espaçosa aos respetivos ocupantes e o volume da bagageira incrementou a sua capacidade máxima 1.150 litros.

Maior e mais confortável

O Corsa cresceu 10 centímetros, passando a ter quase 3,73 metros de comprimento, uma distância entre eixos mais longa e projeções de carroçaria extremamente curtos. Além disso, o para-brisas foi deslocado mais para a frente e a traseira da versão de cinco portas foi inclinada para baixo num ângulo acentuado. Todas estas medidas permitiram ao Corsa B oferecer os melhores valores da sua categoria em termos de espaço.

A rigidez torsional da carroçaria foi aumentada em 40 por cento em relação ao seu antecessor. Pela primeira vez nesta classe, foram instaladas de série vigas duplas de aço nas portas, oferecendo aos passageiros uma proteção adicional em caso de colisão lateral, e tensores mecânicos dos cintos de segurança nos bancos dianteiros.

O mais desportivo da época

Uma versão especialmente desportiva chegou ao mercado em 1993, o Corsa GSi 16V. O Corsa mais desportivo da época apresentava soleiras laterais e para-choques em cor combinada, bem como spoilers dianteiros e traseiros.

O equipamento de série incluía também ABS controlado eletronicamente, um conta-rotações e pneus mais largos. O Corsa GSi era capaz de acelerar de zero a 100 km/h em 9,5 segundos e de atingir uma velocidade máxima de 195 km/h.

Após sete anos em produção, o Corsa B despede-se em 2000, com quatro milhões de unidades vendidas.

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