Na 2.ª geração do XC60, no topo da gama, versão T8. Híbrido ‘plug-in’ com o motor a gasolina mais potente da Volvo (T6 de 320 cv) auxiliado por unidade elétrica de 88 cv. Potência combinada: 408 cv
O XC60 assenta na mesma plataforma do topo de gama XC90. O habitáculo do modelo novo é semelhante ao do SUV de 2014, nele sobressaindo a tecnologia de info-entretenimento Sensus, com monitor igual a tablet posicionado verticalmente no centro do tablier para controlo da maioria das funções de bordo, eliminando botões e comandos, o que melhora a ergonomia e facilita a missão do condutor. Aqui, impõe-se recomendação: pare o carro antes de escolher as funções menos à mão!
O T8 desfruta de todas as qualidades dos híbridos mais modernos, nomeadamente nos modelos com tecnologia plug-in (possibilidade de recarregamento externo das baterias), destacando-se pela forma muito silenciosa como pode movimentar-se nos ambientes citadinos. Simultaneamente, performances excecionais e consumo moderado, embora me- nos (muitíssimo menos!) do que o anunciado pelo fabricante. Dissecando-o...
Módulo híbrido potente
O sistema Twin Engine da Volvo combina a mecânica a gasolina mais potente da marca (T6, 320 cv), 4 cilindros com 2 litros, injeção direta e sistema de sobrealimentação com turbo associada a compressor volumétrico (Eaton), que movimenta as rodas dianteiras, a motor elétrico de 88 cv. A potência combinada é de 408 cv, o que explica o arranque 0 a 100 km/h em menos de 5,5 s (os suecos anuncia 5,3 s, nós medimos 5,4 s…) e esta tecnologia sobressai, igualmente, pelo funcionamento (muito) progressivo e suave. A caixa é automática e de 8 velocidades.
O sistema falha apenas na economia: os 2,1 l/100 declarados pela marca escandinava, mesmo considerando a possibilidade de percorrer 45 km eletricamente (conseguimos 20...), são irreais. Falta de jeito? Talvez.
O condutor da versão híbrida do XC60 pode gerir a entrega da energia através de cinco modos de ação: Hybrid (ativado por defeito, determina de forma automática a atuação dos dois motores), Pure (contando-se com bateria a 100%, até 45 km elétricos!), Save (conserva o nível de carga da bateria para contarmos com o nível máximo de autonomia elétrica em cidade), Power (origina o débito dos 408 cv) e AWD (aciona a tração integral permanente). No monitor de bordo, função CHARGE faz com que a mecânica térmica também trabalhe como gerador e recarre as baterias durante a condução, penalizando o consumo, necessariamente...
Dinâmica mais do que satisfaz
Este SUV assenta na arquitetura técnica SPA que os suecos estrearam na linha 90 (XC90, S90, V90 e V90 Cross Country), base que admite estilos de condução desportivos/dinâmicos e seguros, devido ao controlo otimizado dos movimentos da carroçaria em curva, comportamento responsável por (mais) agilidade, estabilidade e precisão. O amortecimento filtra muito bem as irregularidades do piso e garante níveis excecionais de conforto a bordo, que também beneficiam com o isolamento ótimo do habitáculo.
O XC60, como a generalidade dos concorrentes, não foi projetado para acelerar fora de estrada, mas os 216 mm de altura ao solo e o sistema de tração integral desenvolvido pela BorgWarner permitem incursões em pisos de terra, montando-se pneus corretos, o que não é o caso dos que encontrámos na unidade testada (Pirelli P Zero 225/45 de 21’’).
Finalmente, equipamento e segurança, dois pontos fortes da Volvo… De série, conte-se com City Safety que funciona durante o dia e à noite, atua diretamente na direção para apoiar o condutor na execução de manobra evasiva, durante movimento de emergência, emite alertas luminosos e sonoros e prepara o sistema de travagem para ação vigorosa ou trava o carro de forma automática, não existindo reação por parte de quem está no comando da ação. Outros instrumentos: leitura de sinais de trânsito, apoio à manutenção na faixa de rodagem, limitador de velocidade, etc. A Volvo, na segurança, não poupa!