Comparado com o original lançado em 2010, a nova geração Countryman (que é a 2.ª carroçaria mais vendida da gama, atrás do 3 portas, com 540.000 clientes…) conta com mais de 20 cm de comprimento e 75 mm entre eixos – respetivamente, 4,299 m e 2,670 m… –, por isso merecendo o carimbo de maior automóvel na história da marca inglesa propriedade da BMW. Se isso é elogio, são outros quinhentos...
Na verdade, o crescimento de dimensões do Countryman melhorou tanto a habitabilidade como a capacidade de carga, com o volume da mala a atingir os 450 litros (mais 100 litros), na configuração normal do interior de 5 lugares. Rebatendo-se os encostos dos bancos posteriores, na proporção 40-20-40, 1390 litros disponíveis para arrumações (mais 220 litros do que na 1.ª geração). Os assentos traseiros são reguláveis longitudinalmente (até 13 cm) ou em inclinação, o que melhora conforto e o elogiado espaço a bordo, que é agora ainda mais desafogado.
Tirando as medidas a concorrência, nos lugares traseiros do Mini há, por exemplo, mais 5 cm em largura que no Peugeot 3008, mais 4 cm que no Seat Ateca, para usar apenas dois dos mais representativos automóveis na categoria.
Contudo, se o Countryman é proposta familiar cada vez mais completa, onde fica o fator diversão? Sobretudo nesta versão One D, que tem sob o capot motor Diesel com 3 cilindros e 116 cv? Atenção, nada a apontar ao desempenho do 1.5 turbodiesel, o qual é ótimo argumento, quer pelo baixo ruído de funcionamento (com start-stop), quer pelas prestações, bem auxiliado pela transmissão manual de 6 relações com engrenamento firme, mas muito certinho. E curto, como convém, para espevitar a mecânica.
O turbodiesel é progressivo desde baixo regime, com força (270 Nm) logo às 1750 rpm. Nos patamares intermédios desenrasca-se muito bem a puxar quase tonelada e meia de automóvel. Ativado o modo de condução Sport, ganha músculo para rubricar prestações convincentes, com 0-100 km/h em pouco mais de 10 segundos e retomas globalmente despachadas, tendo em conta que este Mini não é nenhum peso-pluma.
Nos consumos, notam-se os quilinhos a mais. Para motor com esta arquitetura, a disponibilidade da mecânica é enorme em baixo regime, sobretudo nas mudanças inferiores, mas os exageros do pedal da direita pagam-se, claro, na fatura do gasóleo.
Divertido q.b.; giro como poucos
A saúde do chassis chega e sobra, como nos primeiros quilómetros se percebe, para o desempenho da mecânica, mantendo-se sempre muito estável e com ótima aderência. A plataforma do Countryman é a mesma que serve o BMW Série 1 ou o X1, com esquema McPherson à frente e eixo multibraços atrás, mas as afinações da suspensão diferem das usadas pela marca bávara, com ajustes para vincar o caráter mais desportivo que associamos ao emblema britânico.
Comparando-o, novamente, com alguma da concorrência mais direta, podemos assegurar que o Countryman é tão eficaz quanto os melhores, garantindo bons momentos de condução, sem oscilações exageradas da carroçaria em curva e com a direção a oferecer um feeling acima da média. E as jantes de 17 polegadas (Channel Spoke: 609 €) são, provavelmente, o melhor acerto entre conforto e dinâmica.
Dinamicamente, a versão Diesel mais acessível do SUV compacto não compromete a imagem da marca inglesa, movimentando-se sempre com rapidez e precisão acima da média nas estradas sinuosas e de forma estável em autoestrada. Mas, a verdade é que o mais matulão dos Mini não tem a agilidade divertida dos seus irmãos rasteirinhos... Mas tem outros trunfos.
A imagem, por exemplo, permanece como um dos principais cartões de visita. O Countryman que testámos incluia alguns mimos: na estética, o Design exterior Off-road, pacote de equipamentos, proposto por 500 €, inclui para-choques dianteiro e traseiro com design mais saliente e barra de proteção horizontal em preto, além de proteções dianteiras e traseiras inferiores. Nos equipamentos, destaque para o volante desportivo em pele e para os bancos também desportivos, dois brindes incluidos no Pack Interior JCW, que adicionam 569 € à fatura final...
O painel de bordo tem apresentação à Mini, com muito para ver, mas todos os elementos estão agora distribuídos de forma mais ergonómica e intuitiva. O velocímetro XXL no centro do painel de bordo passou à história e a velocidade é mostrada agora na instrumentação. Naquele lugar vago passa a existir um monitor colorido de info-entretenimento tátil. Depois, mexidas aqui e ali, de pormenor, como as saídas de ventilação retangulares e não redondas, o desenho ligeiramente diferente do painel ou o upgrade na qualidade geral dos materiais que compõem o cockpit.