Com formato que não sai do topo das preferências do mercado, de uma beleza sublimada e com uma marca que evoluiu na arte de fazer dos seus automóveis mais do que meros veículos preparados para todo-o-terreno, o Velar é todo elegância, luxo e vanguardismo, os valores tradicionalmente muitos caros à Range Rover, aliados à componente técnica e tecnológica de referência no fora de estrada.
Tudo válido mesmo nesta motorização base de gama do SUV: bloco de 2 litros turbodiesel de 180 cv (membro da família Ingenium da Jaguar/Land Rover) associado a caixa automática de 8 velocidades e sem prescindir de sistema de tração integral ou dos modos de condução que permitem liberdade de movimento em todo o tipo de terreno. Situações em que se apoia na excelência da eletrónica que gere o sistema Terrain Response 2, preparando a transmissão para progredir com grande à vontade sobre areia, lama ou cascalho. Em paralelo, modos de condução que mexem na ação da caixa de velocidades, direção, motor e suspensão (de amortecimento variável, sendo que só as variantes com motores V6 podem contar com amortecedores pneumáticos) aos intentos do condutor, quando em alcatrão.

Todo este arsenal técnico, no caso do Range Rover, é levado muito a sério, como tivemos oportunidade de experimentar, sem qualquer género de concessão, seja a que área for! Imagine-se a forma mais serena e fácil de transpor obstáculo numa utilização fora de estrada: o Velar atinge. Pense-se em forma aveludada e cremosa de lidar com a estrada (seja ao nível do amortecimento, seja através das sensações transmitidas via direção): o Velar consegue. Pretenda-se um pouco mais de chassis para que o volumoso SUV de visual desportivo não se fique só pelo look, mas coloque em prática a dinâmica proposta pelo design: o Velar responde!
Será por tudo isto, mesmo com a marca a recorrer a diversos materiais ligeiros, como o alumínio, na conceção do automóvel, e estancando o lastro nas 1,8 toneladas (com todas as vantagens que tal associa, igualmente, à surpreendente dinâmica), que os 180 cv sabem a pouco.

Contudo, mais importante do que a potência serão os 400 Nm de binário que ajudam a caixa automática a tomar decisões certeiras e a garantir necessária capacidade de progressão, especialmente em ultrapassagens. Toda a gestão da transmissão está muito bem conseguida, seja na hora de empurrar o Velar para a frente, seja nos momentos de gerir a força a fazer chegar a cada roda, em curva.
É, então, por toda esta excelência dinâmica que o Velar merece mais motor! Mesmo que os outros (mais potentes) nunca consigam os consumos contidos desta motorização de 180 cv. Menos simpática será a necessidade de atestar o depósito de AdBlue a cada 10 mil quilómetros, tendo em linha de conta que o Velar tem intervalos de manutenção previstos a cada 30.000 km.

E não menos atrativo será o preço, elevado, como que a assegurar um patamar extra de exclusividade, definindo a capacidade de se aceder ao referido refinamento dinâmico e a todas as atenções colocadas na conceção do habitáculo, seja nos materiais e na atenção dispensada à qualidade, aos acabamentos e pormenores, seja pelo foro tecnológico e de soluções vanguardistas. É o caso dos dois monitores táteis de excelente definição gráfica e boas soluções de ergonomia e navegabilidade entre menus, seja pelo painel de instrumentos digital (embora aqui possam surgir dificuldades em operar o completo e muito informativo computador de bordo) e todas as tecnologias disponíveis para auxílio à condução. Vincando a veia premium, o Velar conta não apenas com diversas versões (caso deste R-Dynamic S), como com a oferta de vasta gama de personalizações que possibilita aos proprietários a configuração do automóvel segundo o gosto pessoal.