BMW 216d Active Tourer

À medida das necessidades

TESTE

Por José Caetano 15-09-2018 12:00

Fotos: Gonçalo Martins

A BMW, em 2014, com os lançamentos dos Série 2 Active Tourer e Grand Tourer, com 5 e 7 lugares, respetivamente, estreou-se em segmento com potencial, principalmente no que respeita ao potencial de atração de clientes novos. Os números confirmam-no: até ao final de 2017, venderam-se mais de 340.000 exemplares dos dois automóveis, a maioria a indivíduos que nunca tinham comprado automóvel da marca (70%). E, assim, monovolumes entre os modelos bem-sucedidos comercialmente do fabricante, para derrota dos detratores internos de formato que combina conforto, espaço ou funcionalidade com desempenho dinâmico que não belisca as expectativas dos adeptos de emblema que tem imagem mais desportiva do que Audi ou Mercedes – independentemente da adoção da mesma base com tração às rodas dianteiras estreada pela Mini em 2014, na 4.ª geração do... Mini.

Na Europa, atualmente, os construtores confrontam-se com a imposição de melhorarem as mecânicas, de forma significativa, condição para o cumprimento de regras de proteção ambiental cada vez mais restritivas. E o aumento da exigência coincide com a substituição do protocolo para a medição de consumos de combustível e emissões de poluentes, com WLTP no lugar do NEDC, mudança que significa, teoricamente e na prática, o agravamento dos dois. Como o B aparece sempre depois do A, missão impossível, pelo menos sem investimento milionário no progresso tecnológico. No caso da BMW, os motores de 3 e 4 cilindros a gasóleo dos Série 2 Active e Gran Tourer beneficiaram de pacote de melhoramentos... No 1.5 Diesel do 216d, a intervenção técnica aumentou a pressão da injeção e otimizou o controlo térmico, ação com benefícios na eficiência. O sistema de descontaminação de gases de escape tem catalisador que elimina a maioria dos óxidos de nitrogénio, através de solução de ureia (AdBlue) que dispõe de depósito próprio.

Os números da potência e do binário do 3 cilindros do 216d mantêm-se, mas a otimização nota-se no facto de consumo médio e emissões de CO2 aumentarem com a troca de protocolo, do NEDC para o WLTP, anunciando-se, respetivamente, 4,3 l/100 km e 112 a 113 g/km… Antes da atualização do automóvel e da mecânica, a marca alemã prometia-nos 3,8 l/100 km e 99 g/km. Obviamente, a introdução de fórmula de medição nova não acabou com as diferenças entre os números declarados pelos construtores e os reais, da condução quotidiana, mas regista-se aproximação importante, que elogiamos, por representar progresso(s), também, no capítulo da transparência na comunicação com os consumidores! Durante este teste, conduzindo despreocupadamente, no programa Comfort, média (ótima!) de 5,6 l/100 km.

Entre os equipamentos de série, botão de experiência de condução para possibilidade de seleção de mais dois modos de ação: Eco Pro e Sport. Ativando o primeiro, nível máximo de eficiência, tanto atuando no funcionamento da climatização, como limitando a velocidade; por exemplo, a 120 km/h, sistema garante otimização apenas a 93%; a 90 km/h, aproxima-nos dos 100%, com... 99%! Praticando-se o exercício com regularidade, tornar-nos-emos cada vez mais económicos – esta fórmula, aplicada em carro elétrico, prolonga a autonomia entre recargas das baterias. O programa Sport, em contrapartida, aumenta tão-somente a rapidez de resposta do motor ao acelerador, pois o modelo à prova não tinha a suspensão adaptativa inscrita entre os opcionais (525 €), com a admissão da regulação da firmeza do amortecimento.

Dinamicamente, duas referências muito positivas. O motor do 216d não produz ruídos e vibrações a mais e tem funcionamento suave e progressivo – tratando-se de bloco de 3 cilindros, elogie-se! – e o chassis do Active Tourer privilegia o conforto de rolamento, mas fá-lo sem penalização da dinâmica, que não é desportiva, à BMW, mas mais do que satisfaz para monovolume compacto... A suspensão controla os movimentos da carroçaria nas transferências de massa, em curva, o que beneficia precisão e segurança na condução. E gostámos do tato da direção, direta q.b., e da potência dos travões. A degradação das performances é reduzidíssima, notando-se tão-somente no papel, com 0-100 km/h em 11,1 s em vez de 10,6 s.

Espaço e funcionalidade

A apresentação do Série 2 Active Tourer também progride. Na carroçaria, entre as novidades na dianteira, faróis de nevoeiro (no Line Sport, tecnologia LED), grelha e para-choques, Na traseira, para-choques redesenhado e ponteira de escape com diâmetro maior. Pormenor... No habitáculo, mais mudanças, com bancos novos à frente, ainda mais confortáveis, além de apontamentos decorativos e revestimentos inéditos no compacto.

Entre os equipamentos, sistema multimédia com ecrã de 6,5’’ no centro do painel de bordo e navegação. Complementarmente, Hotspot WiFi para Internet a bordo e, a troco de 420 €, Bluetooth, USB, superfície para carregamento wireless (ou sem fios) de telemóveis e compatibilidade com o Apple CarPlay. Finalmente, várias novidades entre assistentes à condução, como o Cruise Control com programa de travagem automática (também integra o Line Sport) e o mecanismo que apoia o condutor no controlo do automóvel em engarrafamentos (funciona apenas até 60 km/h, mas mantém a viatura no centro da faixa de rodagem e acelere-a e trava-a de modo autónomo) – integra a lista de opcionais que ainda não estão disponíveis no compacto, tal como o Head-Up Display. Por 890 €, deteção de fadiga, alertas de excesso(s) de velocidade ou transposição involuntária dos limites da via, etc.

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