O visual denuncia a chegada de mais um Swift desportivo, à imagem do saudoso GTi (MK3) com motor 1.3 de 100 cv para apenas 810 kg, que mostrou competência para emergir entre uma geração de modelos da sua igualha nas décadas de 80 e 90 do século XX que se tornaram verdadeiros clássicos. O vistoso amarelo da carroçaria, inspirado na competição, a grelha frontal e os pilares dianteiros, ambos em negro, as jantes de 17’’ de desenho específico, as saias, o defletor traseiro, o difusor metalizado e a dupla saída de escape, todos estes elementos remetem para o universo dos desportivos. Dos mais compactos, porque o Suzuki Swift Sport não mede mais do que 3,84 metros de comprimento.

No habitáculo, o mesmo ambiente. Os bancos dianteiros exclusivos, com bons apoios e revestimento arrematado a pesponto vermelho, o volante desportivo forrado a pele perfurada e pega anatómica e os pedais em alumínio. Ou as aplicações encarnadas no tablier e na consola, onde abundam os plásticos rígidos, como na maioria dos não-desportivos do segmento B, mas a solidez da montagem não deixa de convencer.
A ergonomia afeta à condução é limitada pela escassa amplitude das regulações do banco e do volante. Este é um contra (mais) relevante num desportivo que a disponibilidade de um generoso manancial de informações ao condutor relativas à denominação Sport não atenua. No ecrã LCD multifunções do painel de instrumentos, entre os mostradores redondos do velocímetro e do contra-rotações (com fundo vermelho), exibem-se gráficos com animação instantânea dos débitos de potência e binário, das forças laterais e longitudinais (acelerómetro) e da pressão do turbo.
O motor a gasolina 1.4 turbo debita 140 cv e 230 Nm, com este último valor, do binário máximo, mais tardio do que nas melhores mecânicas de cilindrada comparável. Todavia, o bloco Booster Jet (só o nome...) responde quase sempre a preceito e não tem defeito na particularidade de pedir caixa amiúde, porque torna a condução mais lúdica pelo meritório desempenho da transmissão manual de seis velocidades, com escalonamento correto e precisão nas engrenagens. Nas faixas de rotação intermédias e altas, o motor mantém-se consistente na entrega de potência, acompanhado por sonoras descargas de escape bem estimulantes.

A contribuir para as boas performances, a importante cura de emagrecimento a que esta geração do Swift foi submetida, cortando-lhe até 80 kg ao peso total do veículo, que o deixou abaixo da fasquia da tonelada, Deve-a a nova plataforma e estrutura inferior da carroçaria mais leves (e de mais elevada rigidez torcional), que bons proveitos proporcionam à versão Sport, na otimização da relação peso-potência, determinante para as mais elevadas prestações que lhe são exigíveis.
As suspensões, dianteira do tipo McPherson com amortecedores específicos da Monroe, e a posterior com eixo de torção, ambas com molas mais curtas do que as das versões convencionais do modelo que baixam a altura ao solo do Sport em 50 mm, contribuem para a precisa incisão em curva e as reações neutras à saída das viragens e em transferências de massas fortes e/ou bruscas que o pequeno desportivo japonês exibe. O amortecimento é firme, como se impõe, embora por vezes demasiado seco em mau piso, mas sem comprometer a estabilidade com ressaltos ou descolagens inopinadas.
A direção não é ótima em precisão e feedback na informação entre o condutor e o eixo dianteiro, mas não compromete o dinamismo e a agilidade do automóvel.